Divulgação/SSP
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‘Menor é 007, com licença para matar’, diz chefe da Polícia Civil

Para Youssef Abou Chahin, 'polícia não é emprego precisa ter vocação'

Entrevista com

O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2015 | 23h21

Como o senhor analisa a participação de menores em crimes?

Os menores hoje são os 007, têm licença para matar (referência a um dos filmes de James Bond), porque não vão presos, ficam na Fundação Casa um período e saem. O governador Alckmin já apresentou um projeto (em 2014), mas teve Copa, etc. Pelo que o secretário me passou, não vamos trabalhar só na consequência, mas também na causa. 

Os crimes contra o patrimônio têm solução? 

Na verdade, há um conjunto de medidas. Não dá para trabalharmos só na consequência, que é a quantidade de roubos. Nós não vamos tratar de uma doença, de uma infecção, só passando pomada. Então, precisamos ir mais a fundo. Além de uma estruturação da polícia, um trabalho forte na inteligência, ligando os departamentos. Trabalhar também na conscientização dos nossos congressistas. Nós temos, por exemplo, vários ataques a ônibus, identificamos as pessoas, e quantas estão presas? Mas por quê? A polícia não prendeu? A polícia prendeu. O juiz soltou? Não, cumpriu a lei. Nós temos um conjunto de fatores.

Qual perfil o policial civil deve ter? 

A polícia não é emprego, precisa ter vocação. Não adianta trabalhar em pronto-socorro se não gosta de ver sangue. Então, é isso que a gente pede para as pessoas.

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