Menino é espancado até a morte pelo pai

A madrasta também é acusada de ter agredido a criança, de 2 anos, que teve parada cardíaca; o casal foi preso

FÁBIO GRELLET / RIO, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2012 | 03h03

O pedreiro Widenberg de Araújo Souza e a mulher dele, Luana Rodrigues do Nascimento, ambos de 23 anos, foram presos ontem no Rio acusados de torturar e matar o filho de Souza, uma criança de 2 anos.

Segundo a polícia, Weslei Fernandes de Araújo foi espancado pelo pai e pela madrasta na segunda-feira, após mexer em uma válvula de gás na cozinha de casa, na comunidade de Rio das Pedras (zona oeste). À polícia, o pai admitiu ter agredido o filho, mas alegou que tinha a intenção de educar. Ele negou ter torturado o menino. A mulher disse que apenas o marido bateu na criança. No primeiro depoimento, ela havia dito que o menino se machucara ao cair da cama.

Luana afirmou à polícia que ao chegar em casa, na segunda-feira, viu o menino no chão, enrolado em um pano. O marido teria dito que ela deveria "deixar o menino quieto" porque ele "estava muito levado". No dia seguinte, a madrasta percebeu que Weslei estava zonzo e pediu ajuda de vizinhos. Eles chamaram uma ambulância, que levou o menino ao Hospital Cardoso Fontes, em Jacarepaguá, também na zona oeste, por volta das 16h. A criança tinha parada cardiorrespiratória, fraturas e hematomas atrás da cabeça e no tórax. Weslei morreu horas depois.

O pai e a madrasta foram levados para a 32.ª DP (Taquara), onde o caso foi registrado. Acusados de tortura com resultado morte, eles foram detidos e podem ser condenados a 21 anos de prisão. Souza foi transferido para o Presídio de Bangu 3, na zona oeste, e Luana foi levada ao Presídio Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo de Gericinó.

Segundo a polícia, a criança morava havia quatro meses com o pai. A mãe da criança mora em Vitória (ES) com outra filha de Souza.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.