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São Paulo

Violência

Menina de 4 anos é morta e enterrada por padrasto na Grande SP

Criança foi espancada com chinelo e fio de nylon após defecar na cama; ela teve o corpo ocultado no quintal de casa, em Jandira

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Felipe Resk,
O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2016 | 11h36

SÃO PAULO - Uma menina de quatro anos foi morta e enterrada no quintal de casa pelo padrasto em Jandira, na Grande São Paulo. Acusado de espancar e assassinar a garota, o ajudante João Paulo Bezerra da Silva, de 26 anos, foi preso após confessar o crime. A Polícia Civil também investiga a participação de Larissa Regina de Salles, de 19 anos, a mãe da criança.

Na segunda-feira, 18, Larissa foi até a delegacia da cidade registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento da filha, Cíntia Cristina de Salles Neta, que, segundo ela, havia sumido no sábado. Os policiais notaram contradições no depoimento e questionaram por que a mãe não havia informado sobre o sumiço antes. Ela alegou que pensava ser preciso esperar 24 horas para fazer o registro.

Depois, os policiais foram até a casa da família, no bairro de Ouro Verde, em Jandira, e perceberam que a terra estava remexida no quintal. Acionados, os bombeiros escavaram o local e encontraram o corpo da criança enterrado.  

Silva foi chamado para depor e teria confessado ser responsável por matar e enterrar a enteada. Segundo depoimento, Larissa havia saído de casa no dia 31 de dezembro e deixado a menina sob cuidado do padrasto. Dois dias depois, o suspeito ficou irritado após a criança defecar na cama e usou um chinelo e um fio de nylon para bater nela.

Após o espancamento, o ajudante notou que Cíntia estava com febre e resolveu medicá-la com 50 gotas de analgésico. A criança, então, passou a transpirar muito e apresentou inchaço no abdome. Ao perceber que a menina não respirava, Silva resolveu esconder o corpo no quintal. Aos policiais, afirmou que não teve intenção de matar e que ocultou o cadáver por medo. Também disse que Larissa não sabia do crime.   

De acordo com testemunhas, o ajudante foi visto saindo de casa no dia seguinte, na companhia de uma filha do casal, de 2 anos. Quando Larissa voltou, no dia 4, encontrou a residência vazia. Em depoimento, ela disse que costumava deixar a criança sob cuidados do marido. Também afirmou que, às vezes, notava hematomas na menina e que Silva dizia que as marcas eram provocadas por quedas.

O ajudante retornou para casa na segunda-feira, 16. Ao ver que ele estava apenas com a caçula, Larissa perguntou sobre Cíntia e Silva respondeu que a criança havia sumido. Os policiais aguardam conclusão do laudo médico para indicar a causa da morte da menina.

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