Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

MBL cobre de branco pichação feita na casa de Doria

Militante teria escrito a frase 'SP não está à venda' em muro do prefeito de São Paulo durante protesto realizado neste sábado, 15

Priscila Mengue, O Estado de S. Paulo

15 Julho 2017 | 18h43

SÃO PAULO - Integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) repintaram de branco o muro da residência do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), na tarde deste sábado, 15, no bairro Jardim Europa, na zona oeste de São Paulo.  O local havia sido pichado com a frase "SP não está à venda" durante uma manifestação do Levante Popular da Juventude, realizada pela manhã. O protesto criticava os projetos de desestatização e de limitação do passe livre da gestão municipal.

Segundo eles, o mutirão foi realizado porque o grupo não tolera esse tipo de protesto, que chamaram de depredação. Eles destacaram que nunca fizeram atos na frente da casa do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) e que apoiam o projeto de desestatização de Doria. Além do MBL, integrantes da juventude do Conexão 45 participaram da pintura à tarde.  

Também na tarde deste sábado, o Levante Popular da Juventude divulgou uma nota criticando a prisão do militante, cujo nome não foi informado, que teria pichado o muro, o que caracteriza crime ambiental. Ele foi liberado do 14.º Distrito Policial (Pinheiros) por volta das 14 horas, mas não quis comentar o incidente. Além disso, foi multado em R$ 5 mil pela prefeitura regional de Pinheiros pela suposta violação à lei municipal antipichação.

"Queremos uma cidade na qual o poder público escute, dialogue com a sociedade, atuando para diminuir desigualdades sociais, raciais e de gênero, investindo mais recursos no transporte, na cultura, na saúde, na educação e na habitação. O projeto de governo de Doria é um projeto de privatização, de entrega da cidade às mãos de empresários usurpadores", declararam os manifestantes.

 

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