Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Mario Covas Neto (PSDB): vereadores erraram ao eleger Milton Leite (DEM) para presidir Câmara de SP

Para Covas Neto, Presidência da Casa deveria ficar com o PSDB, partido com a maior bancada

Circe Bonatelli, O Estado de S. Paulo

01 Janeiro 2017 | 20h49

SÃO PAULO - O vereador Mario Covas Neto (PSDB) afirmou que seus colegas erraram ao eleger, neste domingo, 1º, Milton Leite (DEM) para presidência da Câmara Municipal de São Paulo. Na sua avaliação, a Presidência da Casa deveria ser ocupada pelo PSDB, pois é o partido com a maior bancada. Os tucanos elegeram 11 dos 55 parlamentares na corrida eleitoral de outubro. Covas Neto se candidatou ao posto de presidente, mas saiu derrotado da disputa, contando apenas com seu próprio voto. Já Leite teve 50 dos 55 votos dos vereadores e venceu a eleição com tranquilidade.

"Existe uma regra no parlamento em que o presidente vem da maior bancada, no caso o PSDB. Acho que cometemos dois enganos: não respeitar a proporcionalidade tal qual a vontade das urnas e não entender o que as urnas estão mandando de recado para a gente", disse, em entrevista à imprensa. "Ou seja, os conluios, as combinações de bastidores, as coisas mal explicadas estão sendo rechaçadas pela população. E dessa forma, aqui, infelizmente, não foi o que aconteceu", acrescentou.

Covas Neto afirmou que o governo municipal trabalhou fortemente com o Milton Leite, o que se refletiu na votação. O vereador do DEM contou com a quase unanimidade dos votos, incluindo dos vereadores que receberam o convite de João Doria (PSDB) para assumir secretarias municipais.

"Uma parte da bancada estava integralmente comprometida com a candidatura do Milton Leite. A outra parte que poderia ter votado em mim deve ter sido convencida a não fazê-lo. Outros vereadores me surpreenderam com a sua colocação, pois já tinham manifestado em algum momento que votariam em mim", declarou.

O tucano previu ainda consequências incertas para a Câmara e para a gestão de Doria na Prefeitura com o resultado da eleição parlamentar. "O fato de ele (Leite) não ser da maior bancada muda a correlação de forças na Casa, o que vai perdurar para os próximos quatro anos. Talvez seja interessante para o governo em um primeiro momento. Mas é preciso que tenha um entrosamento razoável com o Executivo, senão os projetos não vão ser colocados para votação", avaliou. 

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