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Márcia, a Gigante, saiu da cadeia e assumiu o tráfico

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2013 | 02h 01

Uma mulher está entre os responsáveis pela administração do tráfico de drogas para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Trata-se de Márcia Leila Mathias Evaristo, a Gigante. As investigações do Ministério Público Estadual (MPE) mostram que ela fez uma carreira rápida na facção criminosa até passar a compor a Sintonia Geral do Progresso, o tráfico de drogas, a mais importante atividade econômica do grupo.

Márcia entrou para a Sintonia dos Gravatas - o departamento jurídico da facção - em abril de 2012. Pouco depois era colocada na função de apoio à liderança geral. Márcia havia sido presa em 3 de novembro de 2011 e permanecera no Centro de Detenção Provisória de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, até janeiro de 2012, quando foi transferida para a Penitenciária Feminina de Santana.

Em 27 de fevereiro deste ano, Márcia foi solta. "Foi quando assumiu a função de 'geral' do progresso", escreveram os promotores na denúncia apresentada à Justiça. Em 3 de dezembro de 2012, Márcia participou de uma teleconferência com outros integrantes da facção na qual foi discutida, por exemplo, a entrega de 100 quilos de cocaína e sua distribuição no Estado. Naquele dia, Márcia conversou com Daniel Vinícius Canônico, o Cego, um dos oito integrantes da Sintonia Final Geral.

Em outra conversa, monitorada pelos promotores no dia 23 de janeiro deste ano, Márcia afirma que estava com 10 quilos de cocaína para distribuir. A droga pertenceria à cúpula da Família, como os bandidos chamam a organização.

Quatro outras mulheres foram identificadas pelos promotores e denunciadas como integrantes da facção. Duas delas trabalhariam cuidando dos paióis da facção no Estado - cada região deve manter uma reserva de fuzis, pistolas e dinheiro para emergências. A primeira das acusadas é Damiana Pinto de Souza, a Dami. A outra é Irani Daria Martins, a Fofa.

Ninja. A quarta acusada é apontada pelos promotores como a chefe do setor feminino da facção. Trata-se de Michele Maria da Silva, de 32 anos, a Ninja. Ela seria a chefe da Sintonia Geral dos Presídios Femininos. Esse setor tem por objetivo organizar as integrantes do PCC presas no Estado e também cuidar das mulheres dos homens da facção. Viúva de um importante quadro da organização morto em um suposto tiroteio com policiais da Rota, Ninja acabou presa com armas do PCC em Campinas, em 2011. / M.G.

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