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Manifestantes fazem vigília em frente à Câmara de SP após noite de protestos

O Estado de S. Paulo

30 Abril 2014 | 08h 20

Cerca de 100 pessoas estão em frente ao edifício e outras 40 acampam dentro do plenário; grupo diz que não aceitará 'intimidações' e que vai acompanhar a votação do Plano Diretor

SÃO PAULO - Cerca de 100 manifestantes estão em frente a Câmara Municipal, no centro de São Paulo, e outros 40 acampam dentro do plenário na manhã desta quarta-feira, 30, segundo a Polícia Militar. Em nota, o Movimento dos Trabalhadores sem-teto (MTST) afirmou que vai acompanhar a votação do Plano Diretor Estratégico (PDE) até o final e que não "aceitará intimidações e manobras". Logo após o adiamento da votação na noite desta segunda-feira, 28, cerca de 3 mil sem-teto entraram em confronto com a PM no centro da cidade.

As discussões do Plano Diretor serão retomadas às 10h desta quarta-feira.Por falta de relatórios de cinco comissões - Saúde, Educação, Transporte, Administração Pública e Finanças -, os vereadores suspenderam a primeira discussão, prevista para a noite de terça. Se for aprovado, o PDE precisará passar por uma segunda votação antes de seguir para a sanção do Executivo.

Tumulto. Logo após o anúncio do adiamento, os sem-teto que fechavam as duas vias de acesso ao Viaduto Jacareí, no centro, e pressionavam os vereadores para votar o projeto se revoltaram. Eles começaram a atirar pedras contra o Palácio Anchieta e queimaram banheiros químicos que estavam na rua. Grupos liderados pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) destruíram as grades que cercavam a sede do Legislativo.

A reação da Tropa de Choque da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana (GCM) foi imediata. Os PMs começaram a lançar bombas de gás contra os manifestantes, que montaram barricadas de fogo. A confusão durou mais de uma hora, se espalhou pela região e chegou até a Praça da Sé.

Um restaurante ao lado da Câmara foi incendiado e pelo menos sete ruas foram bloqueadas com montanhas de pneus queimados. Dentro do plenário, a sessão foi suspensa após alguns sem-teto começarem a lançar pedaços de madeira arrancados das galerias nos vereadores.

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