Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Manifestantes fazem enquete para definir se protesto terá vandalismo

No Facebook, opção 'Sem vandalismo, se a polícia agir a gente grava e divulga a repressão' liderava; eles também consideram usar tinta como forma mais pacífica de protesto

Clarice Cudischevitch, O Estado de S. Paulo

07 Junho 2013 | 16h08

SÃO PAULO - Manifestantes que organizam o protesto contra o aumento da tarifa de ônibus (de R$ 3 para R$ 3,20)  para as 17h desta sexta-feira, 7, na Estação Faria Lima do Metrô, estão promovendo uma enquete no Facebook sobre se o movimento deve ser realizado com ou sem vandalismo. A maioria escolhia a opção "Sem vandalismo, se a polícia agir a gente grava e divulga a repressão", que reuniu mais de 1.100 votos.

Mais de 200 pessoas votaram em "Sem vandalismo, mas se a polícia vier para cima, nós vamos para cima deles!!". A opção "Fazer muito barulho e parar o trânsito" reunia mais de 200 votos, e menos de 100 pessoas votaram em "Com vandalismo! Tem que quebrar tudo e dar motivo pra falarem!". Os manifestantes também consideram usar tinta como forma mais pacífica de protesto. A opção mais votada de outra enquete, que levanta possibilidades de pintura, é "Ir de vermelho e com a cara pintada de verde e amarelo e jogar guaxe na polícia".

A manifestação realizada na quinta-feira, 6, levou caos à região central de São Paulo em pleno horário de pico. Protegidos por barricadas de fogo, cones e lixo, manifestantes fecharam as Avenidas Paulista, 23 de Maio e 9 de Julho, depredaram as Estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro do Metrô, além de um acesso da Vergueiro, e destruíram lixeiras e pontos de ônibus que foram encontrando pelo caminho. A polícia reagiu com bombas de gás lacrimejante e tiros de balas de borracha. Veja fotos da confusão e de como ficou a Avenida Paulista, com sujeira e vidros quebrados. 

O governador Geraldo Alckmin classificou o protesto de absurdo.

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