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Manifestantes fazem ato contra a morte de adolescente em São Paulo

Mônica Reolom e Victor Vieira - O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2014 | 19h 42

Organizadores do ato acreditam que Kaique Augusto Batista, de 17 anos, tenha sido assassinado; há suspeitas de motivação homofóbica

Atualizada às 22h20

SÃO PAULO - Cerca de 300 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram de protetso contra a homofobia nesta sexta-feira, 17. O ato foi motivado pela morte de Kaique Augusto Batista dos Santos, de 17 anos. O adolescente foi encontrado morto pela Polícia Militar, no sábado, 11, próximo a um viaduto na região da Bela Vista, na Avenida 9 de Julho. A ocorrência foi registrada inicialmente como suicídio.

Os organizadores da manifestação, que partiu do Largo do Arouche, no centro de São Paulo, estimam que 500 pessoas tenham participado do ato. Por volta das 20h, os manifestantes saíram do Largo do Arouche e bloquearam a Avenida Vieira de Carvalho, no sentido da Praça João Mendes, aos gritos de "Kaique, eu vou lutar. A sua morte o estado vai pagar!". O protesto seguiu para a Avenida São Luís. As pessoas sentaram no chão, bloqueando a via. Por volta das 21h, os manifestantes passaram pelo Viaduto do Chá e chegaram à Secretaria de Segurança Pública.

"Nós não temos dúvidas de que Kaíque foi espancado. Se o ato foi homofóbico ou não, somente a polícia vai dizer. Nossa intenção nesse protesto é a cobrança por uma investigação justa. Por enquanto não estamos confiantes no trabalho da polícia", diz Elvis Justino de Souza, amigo de Kaique.

"Pelo que conhecia dele, Kaique jamais se mataria. Alguém que pensa em suicídio não faz planos e ele tinha muitos", afirmou Diego Estevam Barbosa, de 27 anos, amigo da vítima. De acordo com ele, o jovem era comunicativo e não se envolvia em intrigas. Barbosa também contou que ele estava sem namorar há muito tempo, trabalhava em um lava-jato de carros e tinha o sonho de participar de um reality show musical.

De acordo com a PM, o policiamento foi reforçado na região para evitar ataques de grupos homofóbicos depois do ato. "Nossa maior preocupação é após a manifestação. Orientamos para que eles saiam em grupos e não ostentem nenhum símbolo [gay]", explicou o tenente Renê Sujus. Cerca de 50 policiais foram deslocados para acompanhar a marcha.

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