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Manifestantes e policiais entram em confronto em Guarulhos

Paulo Saldaña - O Estado de S. Paulo

16 Maio 2014 | 19h 03

Parte do grupo invadiu uma loja de artigos explosivos e começou a jogar rojões na direção dos policiais que seguiam o protesto por pavimentação; tropa reagiu com bombas de efeito moral

Atualizado às 23h46

SÃO PAULO - Uma manifestação que reivindicava pavimentação e melhorias de sinalização de trânsito terminou em confronto com a polícia, saques a lojas e mercados. Além disso, cinco carros foram incendiados no Jardim Marilena, em Guarulhos, Região Metropolitana de São Paulo - próximo do Aeroporto de Cumbica.

Cerca de 50 manifestantes participaram do ato. Até as 23 horas, apenas um menor de idade havia sido apreendido, por participação em um saque.

Os moradores do local, na periferia de Guarulhos, começaram o protesto por volta das 16h30 para reivindicar asfalto em três ruas do entorno e a instalação de faixas de pedestres e semáforo na via. Antes do anoitecer, os manifestantes montaram barricadas com pneus, entulhos e pedaços de madeira na Rua Jamil João Zarif, próxima da Avenida Marginal do Rio Baquirivu.

Foi então que alguns moradores invadiram uma loja de artigos explosivos e roubaram praticamente todo o estoque de fogos de artifício. Na sequência, os rojões foram lançados em direção à Polícia Militar, que acompanhava o ato.

A PM reagiu com bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e tiros de bala de borracha. Policiais dos batalhões da região foram deslocados para o local, além da Tropa de Choque e helicópteros Águia.

Os manifestantes se espalharam e fizeram pelo menos cinco barricadas, com fogo, nas ruas do bairro. Na confusão, dois mercados e um açougue foram saqueados.

Guerra. As ruas acabaram tomadas por lixo e confusão. O Estado presenciou o momento em que um mercado era saqueado. Havia pessoas encapuzadas e até algumas crianças correndo pelas ruas, carregando garrafas de uísque, pacotes de comida e chicletes. O clima era de guerra e o cenário, de desolação. Até as 22h30, ainda era possível ouvir estrondos de bomba na região.

Ainda à tarde, vários lojistas fecharam as portas, com medo do protesto. A dona da loja de fogos de artifício, Daphne Denise, de 29 anos, também baixou as portas. Por volta das 18h30, a empresa de segurança ligou para o celular dela para avisar que o alarme da loja estava tocando. A essa altura, os manifestantes já haviam roubado o seu estoque. "É muito triste ver todo o nosso esforço sendo destruído. E o pior é que foram os próprios moradores", afirmou.

Daphne voltou correndo para a loja, mas acabou impedida de passar pelo bloqueio dos policiais na Rua Jamil João Zarif. Às 22h, quando conseguiu passar, começou a calcular o prejuízo.

Moradores que não participaram das ações desaprovaram os atos violentos. "Nunca tinha acontecido isso no bairro", afirmou o cobrador de ônibus Wellington de Melo Fagundes, de 34 anos, há 18 residindo no Jardim Marilena. Já o motorista Julio Roberto, de 44 anos, disse que o protesto começou pacífico, mas saiu de controle. "Era para pedir pavimentação. Vandalismo não faz sentido."

Até pessoas que passam pela área demonstravam medo. "Estou há mais de meia hora querendo passar para ir para casa, mas não tenho coragem de entrar no bairro", disse Givaldo Silva, de 32 anos, que trabalha em uma empresa de transporte e mora no bairro Ponte Alta, nas proximidades./COLABOROU MÔNICA REOLOM

 

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