Manifestantes condicionam fim dos protestos à suspensão no aumento da tarifa

Proposta de acordo foi feita na tarde desta quarta-feira no Ministério Público; Estado e Prefeitura não aceitam acordo

Bruno Ribeiro e Bruno Paes Manso, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2013 | 19h59

Em reunião com o Ministério Público Estadual nesta quarta-feira, dia 12, lideranças do Movimento Passe Livre (MPL) concordaram com uma espécie de “cessar-fogo” para evitar novos protestos marcados para a quinta (13). Mas, para isso, a condição foi suspender, por 45 dias, o reajuste da tarifa de ônibus, trens e Metrô, que subiram de R$ 3 para R$ 3,20 no dia 1º de junho.

A proposta saiu de uma reunião marcada para discutir as manifestações que têm trazido caos à cidade. Estado e Prefeitura, porém, afirmam que não haverá uma suspensão imediata. A avaliação, ao menos no governo do Estado, é de que a proposta soou como uma chantagem. Mas, oficialmente, o Palácio dos Bandeirantes informou que só comentaria a proposta após recebê-la oficialmente. Tecnicos da Prefeitura já fizeram a conta: para atender a demanda, o custo de baixar a tarifa nesse período custaria R$ 50 milhões.

O promotor público Maurício Ribeiro Lopes, da Promotoria de Habitação e Urbanismo da capital, convocou a reunião para tentar negociar uma forma de evitar a manifestação marcada para as 17h desta quinta, com concentração no Theatro Municipal. Ele prometeu levar nesta quinta-feira um documento assinado pelas lideranças, firmando o compromisso, para o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que retornam de Paris, na França, onde defendiam a candidatura da capital como sede da Expo 2020.

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