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Marcelo Tamada

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Santos

Mais um banhista é ferido com ferrão de bagre no litoral de SP

É o sexto caso envolvendo a espécie de peixe neste verão

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José Maria Tomazela,
O Estado de S. Paulo

17 Janeiro 2016 | 15h18

SOROCABA – Acidentes com bagres, peixes dotados de potentes ferrões, assustam banhistas do litoral sul do Estado de São Paulo. Desde o início do ano, seis pessoas precisaram de atendimento médico depois de sofrerem ferroadas do peixe. O último caso aconteceu neste sábado, na praia do Boqueirão, em Santos. Antonio Ales Filho, de 66 anos, caminhava pela praia com a esposa quando pisou no peixe. Ele precisou passar por microcirurgia na Santa Casa da cidade para remover o ferrão. O bagre estava morto e foi levado à praia pela maré.

O primeiro caso ocorreu no dia 8, em Itanhaém. Uma banhista levou uma ferroada na barriga, quando nadava na Praia do Centro. O peixe ficou pendurado pelo ferrão. No dia seguinte, uma banhista foi ferida por um bagre no cotovelo. Outros dois casos, também em Itanhaém, foram registrados no dia 10, envolvendo uma funcionária pública e uma criança de 9 anos. O menino foi ferido no tornozelo quando nadava na região conhecida como Boca da Barra. Num dos casos, uma mulher se feriu ao pisar num saco de lixo em que o peixe tinha sido jogado. Ela sofreu uma infecção e teve de ser internada no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande.

De acordo com a bióloga Carolina Bertozzi, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus do Litoral Paulista, acidentes com bagres são comuns e geralmente causados pela invasão do habitat das espécies, já que o peixe não ataca pessoas. Muitos pescadores descartam esses animais quando recolhem as redes e eles morrem e são levados para as praias. Os ferrões, que representam risco mesmo após a morte, são dotados de serrilhas invertidas, que dificultam a retirada.

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