Mais de 1 ano para solução

ESGOTO EM VIA PÚBLICA

O Estado de S.Paulo

27 Julho 2012 | 03h03

Na rua onde moro, José Lopes da Silva, está sendo jogado esgoto em via pública. Há uma ligação clandestina de um vizinho na rede de águas pluviais que desemboca na minha rua. Em meados de maio de 2011, alguns dias após me mudar para cá, entrei em contato com a Sabesp para reclamar do problema. Técnicos da concessionária documentaram tudo e me orientaram a entrar em contato com a Prefeitura. Somente após a autuação de irregularidade do imóvel pela Prefeitura, a Sabesp poderia fazer a instalação e regularização do esgoto. Após inúmeras tentativas, consegui finalmente ser atendido no 156. O atendente pediu para eu abrir um protocolo no site e esperar 30 dias. Mas nada foi feito e tive de ligar para diversos setores da Subprefeitura Butantã, em vão. Mais de um ano se passou e tudo continua na mesma. Tenho de aguentar o mau cheiro e ainda há o perigo de contrair alguma doença.

JOSÉ ROBERTO CINTRA DO PRADO FILHO / SÃO PAULO

A Sabesp ressalta que o problema ocorreu por causa da ligação irregular na galeria de águas pluviais, e que a autuação do imóvel é de responsabilidade da Prefeitura. Mas, por causa da gravidade do problema, a Sabesp identificou a residência e, diante do comprometimento do proprietário em regularizar internamente as instalações, a companhia fez um ramal para a captação dos resíduos do imóvel e executou os serviços de retirada do esgoto, solucionando o problema.

A Subprefeitura Butantã informa que o local foi vistoriado e nada foi constatado sobre o lançamento de esgoto em via pública.

O leitor analisa: É claro que a equipe da subprefeitura jamais encontraria o problema, pois enviou técnicos após 10 dias de o serviço ser feito pela Sabesp.

BAIRRO DO LIMÃO

Obra obstrui viela

A Igreja Nacional do Senhor Jesus, na Avenida Deputado Emilio Carlos, n.º 1.508, no Limão, está reformando um antigo galpão para transformá-lo em templo. Ao lado do imóvel existe uma viela, que liga a referida via à Avenida Gaspar Vaz da Cunha e é local de passagem de moradores da região e do bairro. O problema é que, há mais de dois meses, a reconstrução de um muro impede o direito de ir e vir dos moradores, pois o local está cheio de entulho e terra acumulada, que, com as chuvas, se transforma em lama. Os responsáveis chegaram a bloquear a passagem com a instalação de andaimes, blocos e areia. Onde está a fiscalização da Prefeitura? Que direito têm os responsáveis pela obra de bloquear o acesso de uma via a outra?

IVO BRANCO / SÃO PAULO

A Subprefeitura Casa Verde informa que consta projeto aprovado para obras no local. Entretanto, diante da denúncia do leitor, será realizada vistoria e, caso as irregularidades sejam constatadas, serão tomadas as medidas previstas na legislação.

O leitor relata: A reforma do muro acabou - talvez eu tenha feito a reclamação tardiamente -, mas, embora a viela esteja liberada, há ainda muita sujeira e sobra de terra no calçamento.

CIDADE JARDIM

Bloqueios pioram trânsito

Várias ruas perpendiculares à Avenida dos Tajurás - na confluência das Avenidas Lineu de Paula Machado, São Valério e Oscar Americano e a Rua São Bonifácio, no bairro Cidade Jardim - estão sendo bloqueadas para acesso a essa avenida, onde sempre há congestionamento para quem vem do bairro e quer acessar a Rua São Bonifácio e a Marginal do Pinheiros. Ocorre que o bairro Cidade Jardim é de classe A, o que me leva a acreditar que o bloqueio privilegia uma minoria abastada. Sem os bloqueios, o trânsito seria desafogado, ao permitir uma capilaridade maior e dar alternativas aos veículos que querem alcançar a marginal em direção a Santo Amaro. Qual a legalidade dos bloqueios?

DALTSON TAKEUTI / SÃO PAULO

A CET informa que o fechamento das ruas perpendiculares à Av. dos Tajurás cumpre a determinação do Tribunal de Justiça do Estado, que julgou procedente a Ação Civil Pública movida pelas sociedades de amigos do bairro Cidade Jardim. A ação foi movida para minimizar os impactos no sistema viário da região, após a construção dos Túneis Sebastião Camargo e Jânio Quadros.

O leitor questiona: Não há lógica na afirmação de que, com a construção dos túneis, haveria impacto no bairro. Ao contrário, os túneis desafogaram o trânsito! Quem quer acessar a marginal tem de enfrentar um afunilamento pesado ou contornar todo o bairro, com suas alamedas vips bloqueadas ao cidadão comum. Está claro que o mais importante é minimizar o impacto no sistema viário do local, mesmo que isso afete o trânsito da cidade toda.

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