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Mais da metade dos municípios do ES está em estado de emergência; veja fotos

Felipe Werneck/ Rio, Jheniffer Sodré e Bruno Ribeiro/ Vitória - O Estado de S.Paulo - Texto atualizado às 12h50

24 Dezembro 2013 | 02h 05

A Secretaria Nacional de Defesa Civil emitiu alertas de risco muito alto de inundação e deslizamento na região serrana e de alagamentos em Linhares e Colatina

Mais da metade dos municípios do Espírito Santo se encontra em estado de emergência, por causa das chuvas que atingem o Estado há sete dias. É a pior temporada de chuva desde 1979. A média histórica para dezembro não chegava aos 300 milímetros - e neste mês deve ultrapassar os 700, segundo o Instituto Meteorológico Incaper.

O número de mortos subiu nesta terça-feira, 24, para 14, segundo o Corpo de Bombeiros, e o total de pessoas que tiveram de abandonar as casas chegou a 46.189, de acordo com o último levantamento da Defesa Civil do estado. A presidente Dilma Rousseff chegou às 9h50 desta terça-feira, 24, para sobrevoar a região atingida com o governador do Estado e deverá dar uma coletiva às 13h sobre as providências a serem adotadas devido aos desastres causados pela chuva. Em Minas, várias cidades também vivem situação de calamidade por causa dos temporais.

São 4.669 desabrigados, que foram levados para escolas e abrigos municipais, e 41.520 desalojados, que estão em casas de parentes ou amigos. Soldados do Exército e da Força Nacional chegaram anteontem para reforçar os trabalhos de resgate, principalmente no interior, onde vários rios transbordaram. Dos 78 municípios capixabas, 45 estão em estado de emergência, tanto no interior quanto na Região Metropolitana. Desses, 22 já elaboraram o decreto municipal que relata uma situação de anormalidade (emergência ou estado de calamidade pública).

Uma mulher de 50 anos morreu soterrada na localidade de Laranjal, no município de Itaguaçu, bastante atingido pela enxurrada e por deslizamentos de terra. Foi a segunda morte na cidade e a sexta no Estado. As outras mortes ocorreram em Colatina, Nova Venécia, Baixo Guandu e Paraju. Em todo o Estado, pelo menos 45 pessoas ficaram feridas.

Na segunda-feira voltou a chover forte na Grande Vitória. Cinco casas desabaram na capital. Houve quedas de barreira nas cidades de Serra e Viana. A Defesa Civil informou que o levantamento de pessoas afetadas pelas chuvas continua prejudicado pelo difícil acesso.

"Temos várias pessoas ilhadas e municípios que foram destruídos", disse o coronel Edimilton Ribeiro, comandante dos Bombeiros. Uma mulher com sintomas de enfarte foi resgatada em casa e atendida no caminhão do Exército. Em Serra, uma barragem ameaça ceder. O nível do Rio Doce subiu mais de seis metros, provocando inundação na estrada que dá acesso à cidade de Colatina.

Ajuda. O governo decretou situação de emergência. No fim de semana, o governador Renato Casagrande (PSB) pediu ao governo federal o envio de bombeiros da Força Nacional de Segurança. Setenta e dois militares chegaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo informações oficiais, nunca havia chovido tanto em dezembro no Espírito Santo. A Secretaria Nacional de Defesa Civil emitiu alertas de risco muito alto de inundação e deslizamento na região serrana e de alagamentos em Linhares e Colatina. O Corpo de Bombeiros abriu uma conta para receber doações para as vítimas das chuvas no Espírito Santo (Banestes, agência 271, conta-corrente número 23.765.589).