Mãe mata yorkshire na frente do filho

Vídeo divulgado na internet mostra enfermeira agredindo cão até a morte

RUBENS SANTOS , ESPECIAL PARA O ESTADO , GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2011 | 03h04

A enfermeira Camilla Correa Alves de Moura Araujo dos Santos, de 22 anos, é acusada de ter espancado até a morte, em novembro, um cão da raça yorkshire em Formosa, a 275 km de Goiânia. Um vizinho teria filmado a sequência em que ela agride o animal, na frente da filha de 2 anos. A gravação foi parar na internet e provocou uma onda de protestos. O assunto ficou em primeiro lugar entre os mais comentados do Twitter.

Camilla vai responder na Justiça por crime de maus-tratos e tortura psicológica de incapaz - por ter submetido a filha pequena às cenas de agressão. A decisão foi tomada ontem pela Polícia Civil de Goiás. A polícia está ouvindo testemunhas, parentes e vizinhos da enfermeira e o Ministério Público Estadual (MPE) anunciou abertura de investigação. O que mais chamou a atenção da polícia é que o vídeo mostra a enfermeira usando roupas diferentes quando agride o animal. A suspeita é que o espancamento aconteceu ao longo de vários dias.

Camilla tem dois filhos, mora em Goiânia e trabalha em Formosa. Pelo Twitter, ela tentou se defender. "Estão dizendo por aí que sou uma 'monstra'? Vocês não sabem o que eu passei com aquela peste", escreveu Camilla, que deletou o comentário. Logo depois, ela também escreveu: "Podem falar à vontade, não dá nada. Me falem uma raça de cachorro que não dá tanto trabalho. Mas dizem que existem yorkshires que dão menos trabalho. É difícil entender o meu lado também né? Tem até abaixo-assinado rolando aí? De nada vai adiantar, acorda gente! Além de que o Twitter nunca conseguiu nada! Podem xingar, denunciar, nada vai acontecer. Meus advogados já estão cuidando de tudo." Ainda em sua descrição no perfil do Twitter, Camilla havia escrito: "Sou tranquila, casada, amo meu marido, meu filho, meus cachorrinhos. Enfermeira por amor. Muito feliz".

Vira-lata comunitário. Em Sorocaba, lei publicada ontem transforma o vira-lata em cão comunitário, com direito a ter um responsável voluntário. A lei estabelece normas para a identificação e atendimento dos cães de rua adotados por moradores. / COLABOROU JOSÉ MARIA TOMAZELA

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