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Mãe do menino Joaquim volta para a prisão por ordem da Justiça

René Moreira - ESPECIAL PARA O ESTADO

04 Janeiro 2014 | 18h 21

Promotor incluiu Natália Ponte em denúncia por acreditar que ela foi omissa no caso; mulher já havia ficado 31 dias presa

FRANCA - O Tribunal de Justiça de São Paulo decretou a prisão da psicóloga Natália Mingone Ponte, de 29 anos, neste sábado, 4. Ela é mãe do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, morto em novembro em sua casa no Jardim Independência, em Ribeirão Preto.

A prisão havia sido pedida pelo Ministério Público Estadual. O órgão também havia denunciado Natália e o padrasto de Joaquim, Guilherme Raymo Longo, de 28 anos, na quinta-feira, 2. 

Natália já havia ficado presa por 31 dias, tendo sido libertada no dia 11 de dezembro. O pedido para que fosse presa de novo partiu do promotor Marcus Túlio Nicolino. Ele recebeu nesta semana o inquérito da Polícia Civil, que indiciava apenas o padrasto do menino.

Guilherme foi apontado pela polícia como culpado pela morte da criança e responderá por homicídio doloso triplamente qualificado. O promotor acrescentou o pedido contra Natália porque, segundo ele, foi omissa no caso. Ela foi localizada e encaminhada para a mesma cela em que havia ficado anteriormente, na Cadeia Feminina do jardim Guanabara, em Franca.

Cronologia do caso:

Dia 5/11

Joaquim Pontes Marques, de 3 anos, desaparece após ter sido colocado para dormir em seu quarto, por volta da meia-noite, em Ribeirão Preto, interior de SP.

Dia 6/11

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro pede a prisão do casal.

Dia 7/11

A Justiça nega o pedido.

Dia 10/11

O corpo de Joaquim é encontrado no Rio Pardo. À noite, a Justiça decreta a prisão, por 30 dias, da mãe do padrasto. Exames do IML apontaram que não havia água nos pulmões da criança, o que afastou a hipótese de afogamento.

Dia 11/12

A psicóloga Natália Ponte, mãe do menino, deixa a Cadeia Feminina de Franca, no interior de São Paulo após habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Dia 4/1

O Tribunal de Justiça de São Paulo decreta a prisão de Natália Ponte.

 

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