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Mãe acusada de matar menino Pedrinho em 2008 é presa

- Atualizado: 02 Março 2016 | 12h 54

Kátia Marques foi localizada na noite desta terça em uma residência de Ribeirão Preto; padrasto foi detido na semana passada

FRANCA - Policiais prenderam na noite desta terça-feira, 1º, a secretária Kátia Marques, mãe do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, o "Pedrinho", de 5 anos, morto mediante tortura em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Ela foi condenada em primeira e segunda instâncias, tendo sido mandada para a cadeia com base na mudança na lei, que agora não exige condenação em último grau para que o réu seja preso.

O empresário Juliano Aparecido Gunello, padrasto do menino e que estava na mesma situação, havia sido localizado antes e foi preso na semana passada. Kátia estava em uma residência no Parque Ribeirão. Ela se negou a falar com a imprensa e na manhã desta quarta-feira, 2, foi mandada para a Cadeia Pública de Cajuru, também no interior.

Na denúncia do MP, o padrasto é acusado de ser o agressor, enquanto a mãe consentia a violência e costumava por o filho Pedro Henrique Marques Rodrigues de castigo

Na denúncia do MP, o padrasto é acusado de ser o agressor, enquanto a mãe consentia a violência e costumava por o filho Pedro Henrique Marques Rodrigues de castigo

Pedrinho morreu em 2008, e o casal foi condenado em 2010, em primeira instância, a cumprir sete anos em regime semiaberto pelo crime de maus-tratos. Mas depois a pena foi ampliada em segunda instância, vindo o Tribunal de Justiça a incluir o crime de tortura e a condenar o padrasto a 10 anos e 10 meses de reclusão e a mãe a nove anos e oito meses de prisão em regime fechado.

Acusação. O garoto foi vítima de embolia gordurosa pulmonar que teria sido causada por contusões, ferimentos diversos e, principalmente, uma fratura no pulso. Ao socorrer Pedrinho, o casal alegou que ele teria ingerido um produto de limpeza usado para tirar manchas de roupas, contrariando a versão da perícia que apontou mais de 60 sinais de violência pelo corpo.

Na denúncia do Ministério Público, o padrasto é acusado de ser o agressor, enquanto a mãe consentia a violência e costumava por o filho de castigo. Os dois negam as acusações, e o advogado de defesa impetrou habeas corpus para que deixem a prisão.

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A Secretaria da Segurança Pública anunciou que, depois de 14 anos, São Paulo apresentou taxa de homicídios dolosos (com intenção de matar) inferior a 9 casos por 100 mil habitantes. A marca é a menor da série histórica paulista, iniciada em 2001, e a menor do País. Em todo o Estado, foram registradas 3.757 mortes em 2015, ante 4.293 no ano anterior. Vinte pequenas cidades do interior não tiveram ocorrências entre 2001 e 2015. Confira a seguir quais são esses municípios e onde se localizam:

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