Justiça condena filho de Pelé a 33 anos de prisão por lavagem de dinheiro

Edinho também é acusado por tráfico de drogas; ex-goleiro do Santos ainda pode recorrer da decisão

O Estado de S. Paulo

31 Maio 2014 | 17h57

SÃO PAULO - O ex-goleiro Edson Cholbi Nascimento, o Edinho, filho de Pelé, foi condenado a 33 anos e quatro meses de prisão por crime de lavagem de dinheiro vindo do tráfico de drogas. O réu ainda pode recorrer da decisão, tomada nessa sexta-feira, 30, pela juíza Suzana Pereira da Silva, da 1ª Vara Criminal de Praia Grande, no litoral paulista. As informações são do jornal 'A Tribuna'.

Também receberam a mesma pena outros quatro réus do processo: Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas, o Naldinho; Clóvis Ribeiro, o Nai; Maurício Louzada Ghelardi, o Soldado, e Nicolau Aun Júnior, o Véio ou Nick. A Justiça também decretou a perda de todos os bens do grupo.

Os cinco réus podem ter a prisão preventiva decretada e devem entregar seus passaportes no cartório do 1º Ofício Criminal de Praia Grande em, no máximo, cinco dias a partir da data em que forem intimados com a sentença da Justiça. Nai, que já está preso, e Naldinho, apontado como líder da quadrilha e foragido da Justiça, não poderão recorrer em liberdade. 

Tráfico e lavagem. A ação contra Edinho por lavagem de dinheiro é decorrente de outro processo, por tráfico de drogas. Em junho de 2005, o filho de Pelé foi preso em flagrante durante operação do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Deic). Acusado de ter ligações com Naldinho, um dos principais traficantes de drogas da região, Edinho negou o envolvimento à Polícia Civil.

O ex-goleiro do Santos, que alegava ser apenas dependente químico, foi solto em dezembro de 2005. Menos de três meses depois, no entanto, Edinho foi preso novamente sob acusação de lavagem de dinheiro. Em dezembro de 2006, a Justiça concedeu outra vez a liberdade ao ex-goleiro.

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