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Justiça concede liminar contra greve dos agentes nas cadeias

Carla Araújo e Chico Siqueira - Especial para o Estado

13 Março 2014 | 19h 59

Enquanto isso, sindicatos têm ordens opostas sobre liberação de visitas íntimas, banhos de sol e cumprimento de alvarás

ARAÇATUBA - A Justiça concedeu nesta quinta-feira, 13, uma liminar que barra a greve dos agentes penitenciários de São Paulo. A liminar do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo, atende a um pedido do governo estadual. A decisão do juiz dificulta a intenção dos agentes penitenciários de impedir os serviços de transferência de detentos, atendimento de advogados e oficiais de Justiça.

No entanto, a paralisação já sofria um impasse. Dois sindicatos – um da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outro da Força Sindical – trocam acusações entre si e dividem os agentes penitenciários que estão em greve nas unidades prisionais do Estado São Paulo. Os grevistas estão confusos, sem saber qual comando de greve devem seguir, pois as orientações repassadas são diferentes entre os dois sindicatos, que representam 16 mil servidores do sistema paulista.

Com 7 mil filiados e ligado à Força Sindical, o Sindicato dos Agentes de Segurança Penitenciária do Estado (Sindasp), iniciou a paralisação na segunda-feira, 10, mas ontem orientou os grevistas a liberarem as visitas íntimas e de parentes aos presos neste fim de semana. A justificativa é de que, se a visita for proibida, os detentos se rebelarão. O sindicato também permite o banho de sol e o cumprimento de alvarás de soltura.

Determinação. Já o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sinfuspesp), que declarou greve à 0 hora de ontem, determinou que as visitas não devem ser permitidas e até o mesmo o banho de sol tem de ser proibido.

Enquanto os sindicalistas trocam acusações, divididos, os agentes não sabem qual orientação seguir. "Aqui, não sabemos como fazer quanto às visitas. Ao que tudo indica, vamos fazer uma assembleia nossa para decidir se vamos aceitar ou não", disse um agente que trabalha na unidade de Lavínia.