Juiz de Ribeirão Preto condena mãe e padrasto por maus-tratos

Juiz de Ribeirão Preto condena mãe e padrasto por maus-tratos

Sentença refere-se à morte do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, de 5 anos, morto em junho de 2008

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo

12 Abril 2010 | 18h17

O juiz da 2ª Vara Criminal de Ribeirão Preto, Silvio de Ribeiro Souza, condenou nesta segunda-feira, 12, o casal Juliano Gunello e Kátia Marques a sete anos de prisão, por maus-tratos, em regime semi-aberto. A condenação refere-se à morte do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, de 5 anos, ocorrida em 12 de junho de 2008. Kátia era a mãe do menino e Gunello era o seu padrasto. O advogado de defesa do casal, Luiz Carlos Bento, já anunciou que irá recorrer da sentença. O Ministério Público Estadual (MPE) fará o mesmo.

 

Bento afirma que o casal é inocente das acusações. No entanto, a delegada Maria Beatriz Moura Campos, do Setor de Homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que anunciou que o casal era suspeito de homicídio no início, fechou o inquérito indiciando os dois por maus-tratos.

 

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que Pedrinho morreu por embolia gordurosa pulmonar causada por uma fratura no pulso direito, classificada como "síndrome da criança espancada". Vizinhos acusaram o casal de maus-tratos contra o garoto. O promotor José Roberto Marques mudou a tipificação do processo para tortura, mas o juiz Souza entendeu que o caso era de maus-tratos e os condenou por esse crime.

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