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Jovens estupradas no Ibirapuera não estavam em ‘rolezinho’

Rapaz de 19 anos afirma que fazia sexo com garota de 18 quando outros homens chegaram; ele ainda furtou o celular dela

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Paula Felix,
O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 03h00

SÃO PAULO - A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 19, que as jovens de 16 e 18 anos estupradas no domingo, 17, no Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, não eram participantes do “rolezinho” que ocorria no parque. O evento, que não era autorizado pela Prefeitura de São Paulo, costuma reunir jovens que combinam o encontro por redes sociais.

Na segunda-feira, 18, um rapaz de 19 anos que afirma ter praticado sexo consensual com a jovem de 18 anos no dia do crime prestou depoimento. “Ele deu uma versão de que estava fazendo sexo com ela, quando chegaram outros três rapazes. Ele foi embora e falou que a menina quis ficar no Ibirapuera”, relatou o delegado titular do 36.º DP (Vila Mariana), Márcio de Castro Nilsson.

Ao ir embora, furtou o celular da vítima. “Ele tentou comercializar o aparelho e será indiciado por furto. A jovem o reconheceu e ele foi liberado, porque não houve flagrante.” O jovem não tem passagem pela polícia.

Ainda segundo o delegado, a vítima de 18 anos disse que foi abordada por um grupo formado por seis indivíduos, e não três como afirmou o rapaz de 19 anos. No mesmo dia do crime, ela foi submetida a exames no Hospital Pérola Byington. “Quero saber se ela estava em condições de vulnerabilidade. Por exemplo, quando uma pessoa bebe e fica fora de si, independentemente de ter consentido, é estupro”, diz Nilsson.

No caso da outra garota, de 16 anos, a polícia busca pelo suspeito, que teria o hábito de frequentar o parque e já teria sido visto pela vítima no local. Os dois casos são distintos - um aconteceu por volta das 19h30 e o outro, às 22h30 - e as vítimas não se conheciam. 

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