Itaberá quer explicação de Furnas e ministério sobre apagão

Não tivemos nada com isso, mas ficamos conhecidos como a cidade do blecaute, afirma presidente da Câmara

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo,

13 Novembro 2009 | 18h02

A Câmara de Itaberá, a 318 km de São Paulo, vai pedir esclarecimentos à Furnas e ao Ministério das Minas e Energia sobre o apagão que deixou parte do Brasil sem energia no último dia 10. De acordo com o presidente Alex Rogério Camargo de Lacerda (PSDB), o fato gerou repercussão negativa para a imagem do município. "Não tivemos nada com isso, mas ficamos conhecidos como a cidade do apagão por causa do blecaute", reclamou.

 

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Em nota, a Câmara alega que a subestação de Furnas está localizada a 12 quilômetros da cidade. "O município não tem nenhuma responsabilidade com o ocorrido, seja de ordem climática ou por falta de manutenção de equipamentos, pois a subestação é de responsabilidade do Ministério das Minas e Energia, ou seja, do Governo Federal", diz a nota. A Câmara pretende saber de Furnas e do governo se a estrutura existente "é suficiente para atender tamanha responsabilidade, levando o nome de Itaberá."

 

Para os quase 19 mil moradores, o apagão não trouxe inconvenientes, pois a cidade é abastecida por uma rede alimentada pela energia de hidrelétricas do rio Paranapanema e não ficou sem luz. Os moradores contam que houve uma rápida queda na energia, quando as luzes apenas piscaram. O aposentado Benedito Ferreira Santos, de 75 anos, estava no banho e percebeu a oscilação, mas, segundo ele, a água do chuveiro nem chegou a esfriar.

 

O prefeito Walter Almeida (DEM) ficou aborrecido com a repercussão negativa para a cidade. Ele não concorda com a tese de que um raio causou o blecaute. "Já teve chuva com muito mais raios e nada aconteceu." A reportagem tentou contato com a administração da subestação de Itaberá, mas ninguém estava autorizado a falar sobre o caso.

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