Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Irmãos morrem com febre amarela e põem em alerta Espírito Santo do Pinhal

Secretaria da Saúde pede tranquilidade à população, mas orienta os visitantes a tomarem a vacina antes de irem para a cidade

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2018 | 14h23

SOROCABA - Dois irmãos morreram após terem contraído a febre amarela, em Espírito Santo do Pinhal, interior de São Paulo. A confirmação da causa das mortes, nesta quinta-feira, 8, pela prefeitura, deixou em alerta moradores da cidade de 45 mil habitantes. Houve corrida aos postos de vacinação na manhã desta sexta-feira, 9. 

A Secretaria da Saúde pediu tranquilidade à população, mas orientou os visitantes a tomarem a vacina antes de irem para a cidade, sobretudo se forem para áreas rurais. Os dois irmãos - de 46 e 50 anos, respectivamente - trabalhavam na zona rural, na divisa de São Paulo com Minas Gerais. Um deles morava na área urbana.

O prefeito Sergio Del Bianchi Junior (PSD) pediu calma aos moradores. "A população não precisa entrar em pânico e, os que ainda não se vacinaram, devem se dirigir ao posto de saúde, pois temos vacinas. Realizamos as ações de bloqueio e informamos todas as esferas de governo, inclusive o ministro da Saúde e o presidente da República", disse. 

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Segundo ele, o governo garantiu que haverá vacinas para imunizar a população. A cidade chegou a registrar falta de vacina em janeiro, quando houve uma corrida aos postos, com a notificação desses casos como suspeitos.    

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Isabela Tofoli Ribeiro, o município ainda tem 15 mil pessoas não vacinadas. "A gente recebe a vacina de forma escalonada e esperamos que não falte, até porque na próxima semana vamos ampliar o horário de atendimento de algumas unidades em duas horas, exclusivamente para vacinação." 

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A preocupação é com o Carnaval, quando a cidade recebe muitos turistas. "Como a vacina leva dez dias para imunizar, pedimos que as pessoas não vacinadas não venham para cá e, se vierem, permaneçam na área urbana."     

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AVANÇO - O vírus continua avançando pelo interior de São Paulo. Em Itu, a primeira morte pela doença foi confirmada nesta sexta-feira, 9, mas a prefeitura ainda investiga se a vítima, um jovem de 26 anos, se contaminou na própria cidade. Morador de Itu, o paciente estava internado num hospital de Indaiatuba, cidade próxima, e morreu em janeiro.    

Também foi divulgado um caso suspeito da doença. O paciente é um agrônomo que trabalha numa região de mata, em Mairiporã, cidade com o maior número de casos no Estado. O agrônomo foi tratado e teve alta. "Até o momento, não há confirmação de que o vírus esteja circulando na cidade, mesmo assim a prefeitura reforça o apelo para que os cidadãos compareçam às unidades de saúde para se vacinar", informou em nota. Conforme a prefeitura, apenas 10% da população estão vacinados. 

O Departamento de Vigilância em Saúde de Campinas confirmou na quinta-feira o primeiro caso de febre amarela na cidade, mas o paciente de 54 anos teria se contaminado ao passar o fim do ano em Mairiporã e região da Serra da Cantareira, na Grande São Paulo. Ele não tinha sido vacinado. O paciente ficou internado num hospital particular de Campinas e já recebeu alta.     

Em São Roque, a prefeitura confirmou, também nesta quinta, o primeiro caso de febre amarela em humano. O paciente mora no distrito de Maylasky, próximo de uma área de mata onde foram encontrados cinco macacos mortos, todos infectados com o vírus. 

De acordo com o Departamento de Saúde, o paciente, que está se recuperando, só contraiu a doença porque não tinha se vacinado. "Alertamos a população que não foi imunizada a se dirigir a um posto de saúde, com a carteira de vacinação", pediu, em comunicado.

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