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Investigações sobre chacina e morte de MC Daleste são transferidas para SP

Por problemas administrativos e falta de resolução de casos importantes, diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior de Campinas foi trocado

Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2014 | 20h27

CAMPINAS - A Secretaria de Segurança Pública trocou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior de Campinas (Deinter 2), Licurgo Nunes Costa, e enviou os inquéritos da chacina de 12 pessoas, em janeiro, após o assassinato de um policial militar, e do assassinato do cantor MC Daleste para a polícia em São Paulo.

No lugar de Costa assume o delegado da 1ª Delegacia Seccional de São Paulo Kléber Antônio Torquato Altale. Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, 1º, em Campinas o delegado afastado do Deinter disse que havia pedido o envio dos inquéritos para São Paulo e que sua saída foi acordada.

A remoção do comando da Polícia Civil local foi decidida pela secretaria por causa de problemas administrativos locais e da falta de resolução de casos importantes, como o da chacina que teria sido cometida por PMs e do assassinato de Daleste, até hoje sem autor identificado.

O Deinter 2 abrange 38 cidades da região de Campinas, com um total de 3,5 milhões de habitantes. Historicamente a região concentra elevado índice de ocorrências.

Casos. O funkeiro Daniel Pellegrine, de 20 anos, conhecido como MC Daleste, morreu após levar um tiro durante um show realizado em Campinas (SP) em julho do ano passado. Um vídeo que registra o momento em que ele é baleado no tórax e cai no palco durante a apresentação foi publicado por um fã na internet.

Em janeiro deste ano, 12 pessoas foram assassinadas em uma noite.  A principal suspeita é que a ação envolva PMs que teriam agido como um grupo de extermínio em reação ao assassinato de um policial durante um roubo, horas antes, no mesmo bairro, por dois criminosos.

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