Investigação do caso Glauco fica sob sigilo

Investigação do caso Glauco fica sob sigilo

O inquérito que apura os assassinatos do cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e de seu filho Raoni, de 25, correrá sob segredo de Justiça. A decisão foi tomada por uma juíza da Vara do Júri da Comarca de Osasco, na Grande São Paulo. As vítimas foram mortas a tiros por volta de 0h20 de 12 de março. Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, confessou as execuções. O amigo, dele, o estudante Felipe de Oliveira Iasi, de 23 anos, foi indiciado como partícipe (colaborador) do crime. Ele dirigiu o carro que levou Nunes à chácara de Glauco.

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

06 Abril 2010 | 00h00

O segredo de Justiça foi decretado no último dia 24. No entanto, o delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, do Setor de Investigações Gerais (SIG) de Osasco, responsável pelo inquérito, só foi avisado ontem. A juíza tomou essa decisão por entender que ainda há laudos pendentes, como a análise dos computadores de Nunes e de Iasi apreendidos pela polícia, e também pela quebra de sigilo telefônico dos celulares de ambos.

Até ontem, Nunes continuava preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná, para onde fugiu e acabou capturado após trocar tiros com agentes federais em 14 de março. Antes da fuga, no entanto, ele telefonou 12 vezes para o 190 da Polícia Militar. Numa das ligações, disse que queria entregar-se, mas foi orientado a se apresentar na delegacia mais próxima.

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