Integrantes de movimentos feministas protestam no julgamento de Mizael Bispo

Manifestantes se reuniram na frente do Fórum Criminal de Guarulhos com faixas pedindo o fim da violência contra as mulheres

Luciano Bottini, O Estado de S. Paulo

11 Março 2013 | 14h30

SÃO PAULO - Membros de movimentos feministas e pró-reformas no sistema penal brasileiro se reuniram em frente ao Fórum Criminal de Guarulhos nesta segunda-feira, 11, no primeiro dia do julgamento do ex-PM Mizael Bispo, acusado de matar a advogada Mércia Nakashima. A intensa movimentação na parte externa do prédio onde é realizado o júri levou a polícia a bloquear todo o entorno do tribunal com veículos oficiais e faixas de isolamento.

A deputada federal Joanete Rocha Pietá (PT-SP) compareceu com apoio de lideranças feministas que levaram faixas e cantavam músicas contra a violência a mulheres. "O que nós queremos é que haja igualdade de condições. Nenhum homem mate nenhuma mulher em nome do amor ou por que ela não quer mais continuar com ele. Isso expressa o machismo que predomina na nossa sociedade", disse a parlamentar.

As manifestantes faziam coros e batucadas com canções contra a violência doméstica. "A violência, contra as mulher (sic), não é o mundo que a gente quer", gritavam. Cartazes e faixas como "Punição para todos os assassinos de mulheres" ou "Presidente Dilma, reforma do Código Penal" eram vistos por todos os lados.

Parentes, amigos e ativistas solidários com a morte de Mércia usavam camisetas com o rosto da advogada, muitos deles esperando uma vaga no auditório. Elza Nogueira da Silva, de 69 anos, foi professora da mãe da vítima e acompanhou o sofrimento da família. Sentada em frente ao fórum, ela diz esperar que Mizael seja condenado. "Vou ficar aqui fora. Espero que seja feita a justiça. A maior parte (dos amigos) foi trabalhar, mas tem muita gente", disse.

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