AP/Divulgação
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Instituto Tomie Ohtake fecha o ano com recorde de visitações

2014 foi o ano com maior número de visitas no Instituto que opta por mostras com apelo público e entrada gratuita

Gheisa Lessa, O Estado de S. Paulo

11 Dezembro 2014 | 16h01

Este foi o ano do sucesso para o Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Com 17 exposições, o espaço conseguiu atrair mais de 1,4 milhão pessoas de terça a domingo. Ainda sem os dados fechados sobre a mostra Salvador Dali, em vigor deste outubro até janeiro, o número já supera o do ano anterior quando, em 19 exposições, 430 mil pessoas visitaram o prédio.

Por enquanto, o recorde do ano, segundo a assessoria de imprensa, é da exposição Obsessão Infinita, de Yayoi. De 21 de maio a 27 de julho, 522.136 visitantes não se importaram em esperar cerca de duas horas em filas para ver as obras das "bolinhas" de Yayoi. "Só com Obsessão Infinita já batemos o recorde de público de toda a história do Tomie Ohtake. Ainda faltam três semanas para o fim do ano e já contabilizamos 1.480.000 visitas", diz a assessoria do grupo. 

Depois de apresentar a obsessão por bolas de Yayoi, o instituto apostou no 'Histórias Mestiças' com as obras de Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Portinari, Lasar Segall, entre outros. Em dois meses, de 6 de agosto a 5 de outubro, foram mais 111.123 visitas ao Tomie Ohtake.

Agora o objetivo, diz Ricardo Ohtake, presidente do instituto, é apresentar obras do pós-Segunda Guerra Mundial, com foco maior nos surrealistas. Filho da artista Tomie Ohtake, Ricardo administra o centro em parceria com seu irmão Ruy Ohtake, responsável pela arquitetura do prédio. 

O saldo de recordes deste ano não dá a sensação de dever cumprido ao presidente da instituição. Ricardo Ohtake diz querer mais. "Além das exposições com maior apelo popular, vamos aprimorar as pesquisas sobre arte e publicar uma revista, aprofundar o setor educativo saindo fora do nosso local comum e desenvolvendo projetos para a população de bairros carentes", conta.

Ohtake destaca que o mérito para os números obtidos pelo instituto depende também da parceria com empresas que patrocinam o local para garantir a entrada gratuita do público. A exposição 'salvador Dalí', por exemplo, é financiada em São Paulo, pelas empresas Arteris, do IRB Brasil RE, Vivo, e tem o co-patrocínio da Atento, do Banco do Brasil e o apoio da BrasilCap, BrasilPrev, dos Correios, do Grupo Segurador BB Mapfre e da Prosegur.

Salvador Dalí. Com entradas gratuitas, que funcionam por distribuição de senha, a mostra Salvador Dalí é a maior retrospectiva feita sobre o artista conhecido por suas obras surrealistas. Na capital paulista a mostra apresenta algumas novidades em relação à temporada que foi exposta no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O publico poderá se surpreender com cinco novas obras vindas da Fundação Gala-Salvador Dalí e outras duas do Museu Reina Sofia, instituições detentoras de 90% dos trabalhos expostos.

A mostra fica em cartaz até o domingo, 11 de janeiro de 2015.

Serviço. De terça a domingo, das 11h às 20h - Livre - Entrada gratuita por sistema de senhas: distribuição das 10h às 18h (terça a domingo) na entrada do Instituto Tomie Ohtake; no máximo duas senhas por pessoa, com opção a três horários de visitação, 11h, 14h e 17h, e somente para o dia em que forem retiradas; última entrada, às 18h.

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