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Inquérito apura incitação de crime de líder dos taxistas de SP

- Atualizado: 30 Janeiro 2016 | 15h 48

Em um vídeo publicado em uma rede social, Antonio Matias afirma que 'agora é cacete' na mobilização contra o Uber

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar possível incitação de prática criminosa do presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores de Empresas de Táxi de São Paulo (Simtetaxi), Antonio Matias. Em vídeo publicado em rede social, ele afirmou que "agora é cacete" na mobilização de taxistas contra a atuação da Uber na capital.

O vídeo foi uma resposta ao prefeito Fernando Haddad (PT), que, na quinta-feira, 28, afirmou que os taxistas "vão desaparecer pela concorrência predatória" caso não aceitem a regularização do transporte individual. Ele disse também que não havia condições de "fiscalizar uma nuvem" em referência ao aplicativo Uber. 

Taxistas causam tumulto em frente ao Hotel Unique, nos Jardins, zona sul de São Paulo, ao tentar barrar alguns motoristas do aplicativo Uber

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Na manhã deste sábado, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) determinou a apuração de incitação de crime praticada pelo sindicalista. Matias será chamado para depor. 

A pasta informou também que taxistas que participaram das agressões a motoristas da Uber e passageiros durante a festa da revista Vogue no Hotel Unique, nos Jardins, zona sul da capital, estão sendo identificados por fotografias que registraram a confusão na noite de quinta-feira. Eles serão chamados para depor no 15.º Distrito Policial. 

Disputa. Matias disse, no vídeo, que vai ficar "na cola" do prefeito para pedir fiscalização contra a Uber na capital. "Não queira briga com esse presidente. Use seus argumentos de prefeito porque, a partir de agora, 28 de janeiro de 2016, o senhor está na marca do pênalti, porque eu vou estar na sua cola, prefeito Haddad. Não brinque com essa categoria. Respeito é bom e os taxistas merecem. Os munícipes dessas cidades merecem", disse o sindicalista. 

 

 

Os ânimos estão acalorados com a nova declaração do prefeito Fernando Haddad, a Simtetaxi mostrou repúdio e o presidente Antônio Matias mandou seu recado...

Publicado por Táxi em São Paulo em Quinta, 28 de janeiro de 2016

 

"Chega de palhaçada nessa cidade. Agora é cacete, prefeito", afirmou. A publicação foi postada em uma rede social horas depois da declaração de Haddad.

Matias acusou ainda o Departamento de Transporte Público (DTP), órgão da Secretaria Municipal de Transportes responsável pela fiscalização, de "corrupto". "Tem como fiscalizar. Só nós já apreendemos mais de 250 carros junto com fiscais do DTP. Se o senhor não sabe é porque o departamento do senhor é corrupto. Acabou a moleza, prefeito, Haddad", afirmou.

Repúdio. Em nota, o Simtetaxis disse que "repudia qualquer tipo de violência em público, que venha colocar em risco o bem-estar de trabalhadores e cidadãos" e culpou a gestão Haddad pelos conflitos. "É necessário salientar que os últimos acontecimentos tem a mão responsável da administração municipal, na figura do prefeito Fernando Haddad, que não assume a Lei 16.279 que proíbe o transporte clandestino na cidade de São Paulo."

"O episódio retratado no Hotel Unique mostra o quão sua atitude prolixa está confundindo os cidadãos e ultrajando os taxistas que atuam de forma regular", disse o sindicato.

O presidente do Simtetaxis disse que está à disposição para prestar todos necessários à SSP.

 

 

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