''Infraestrutura a mais reduziria estragos no Rio''

Um grupo de pesquisadores do Núcleo de Estudos da População (Nepo) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) estuda os lugares e os grupos sociais considerados mais vulneráveis às mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global no Rio e em São Paulo.

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2010 | 00h00

Um dos coordenadores do trabalho, Daniel Hogan, afirma que a chuva que castiga o Rio desde a noite de segunda-feira é consequência de um fenômeno natural fora do comum. "A quantidade de chuva no Rio extrapolou o comum, mas o resultado poderia ter sido amenizado", diz Hogan. "A macrodrenagem é um desastre nas grandes cidades", afirmou Hogan. Os municípios precisam disciplinar o uso da terra e ter ações para evitar que a chuva ultrapasse a capacidade de drenagem, como ocorreu."

Extremos. O professor da Unicamp, responsável pela Área de População e Ambiente do Nepo, explicou que São Paulo e Rio, assim como outras grandes cidades, terão de se preparar para lidar com eventos extremos. Segundo Hogan, a vulnerabilidade está diretamente ligada à capacidade de enfrentamento e nível de exposição dos grupos sociais sujeitos a situações como a que ocorreu no Rio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.