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Nilton Fukuda/Estadão

Incêndio em Museu da Língua Portuguesa começou no 1° andar

Imagens divulgadas pelo 'Jornal Nacional', da Rede Globo, mostram que funcionários faziam trocas de lâmpadas antes de fogo ter início

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O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2016 | 21h36

SÃO PAULO - Imagens de uma câmera de segurança mostram que o incêndio que destruiu o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo, em 21 de dezembro, começou em redes de dormir na exposição temporária do primeiro andar do prédio. As imagens, divulgadas pelo 'Jornal Nacional', da Rede Globo, nesta terça-feira, 5, indicam que a troca de um refletor, próximo das redes, pode ter causado o fogo.

As cenas corroboram a tese apresentada no dia seguinte ao incêndio pela Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros de que o fogo teria começado no primeiro andar e por causa de um curto-circuito. Funcionários relataram então que haviam tirado uma luminária e, quando foram substituí-la, o incêndio já tinha se espalhado.

Como era uma segunda-feira, dia em que o museu não abria para o público, as imagens mostram que funcionários faziam testes e trocas de lâmpadas. Um funcionário sobe uma escada, às 13h42, onde estavam penduradas redes de dormir que faziam parte da exposição sobre o historiador e antropólogo Câmara Cascudo. Não é possível identificar se o funcionário mexe nos refletores, mas tudo indica que sim.

Às 14h52, pedaços de panos em chamas começam a cair do teto e se espalham rapidamente. O bombeiro civil que trabalhava no museu, Ronaldo Pereira da Cruz, aparece e sai correndo, em busca de equipamento para combater o incêndio. Às 14h54, a câmera para de funcionar. Cruz foi encontrado morto por bombeiros mais tarde.

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