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J. Gitti/Futura Press

Incêndio atinge Cinemateca Brasileira

Fogo começou por volta das 5h30 e foi controlado em meia hora; mil rolos foram danificados

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03 Fevereiro 2016 | 09h12

Um incêndio atingiu na madrugada desta quarta-feira, 3, um galpão da Cinemateca Brasileira, na Vila Clementino, zona sul de São Paulo. O fogo começou por volta das 5h30 e foi controlado em meia hora. Segundo os bombeiros, parte do acervo foi danificada. Não houve vítimas.

De acordo com o Ministério da Cultural, responsável pela Cinemateca, o fogo atingiu um dos depósitos do local, a câmara 3 que guardava as matrizes [originais] das produções audiovisuais em suporte de nitrato de celulose, material característico da produção de películas no cinema brasileiro até a década de 50. Foram danificados mil rolos, o que corresponde a 500 obras - a maior parte cinejornais. Segundo o ministério, a maioria dos rolos já tem cópias. 

Nenhuma outra estrutura da Cinemateca foi atingida já que, por orientações técnicas, o prédio do depósito foi construído em um local afastado do restante do prédio, justamente pelo fato de o material de nitrato de celulose ser inflamável. As causas do incêndio estão sendo investigadas pelo Corpo de Bombeiros. A Cinemateca deve ficar fechada por pelo menos uma semana, até que a restauração seja concluída. 

Responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira, a Cinemateca é vinculada à Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura. Além de desenvolver atividades de difusão e restauração, possui um dos maiores acervos da América Latina, com cerca de 200 mil rolos de filmes, que correspondem a 30 mil títulos, entre longas, curtas e cinejornais e material documental composto por livros, revistas, roteiros originais, fotografias e cartazes, produzidos desde 1895.

A Cinemateca já havia sido atingida por fogo em outras três ocasiões: 1957, 1969 e 1982.

Museu. Em dezembro, outro importante equipamento cultural de São Paulo foi atingido por um incêndio, mas de grandes proporções: o Museu da Língua Portuguesa. 

O incêndio começou no primeiro andar do prédio do museu, onde havia uma exposição temporária sobre o historiador e antropólogo Câmara Cascudo. Imagens de câmeras de segurança sugerem que o fogo teve início em redes de dormir, que faziam parte da mostra, após a troca de um refletor.

O brigadista local Ronaldo Pereira da Cruz morreu após tentar combater as chamas. A Estação da Luz, que funciona no mesmo complexo, foi evacuada e os trens pararam de circular.

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