Keiny Andrade/AE
Keiny Andrade/AE

Inauguração de árvore de Natal tem trânsito e flanelinha

Atração levou multidão ao Parque do Ibirapuera, apesar do frio durante o começo da noite de ontem

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

05 Dezembro 2011 | 03h03

Nem a final do Campeonato Brasileiro nem o vento frio espantaram o público da Avenida Pedro Álvares Cabral no início da noite de ontem para a inauguração da árvore de Natal do Parque do Ibirapuera, na zona sul da capital. Mas nem tudo foi festa. Quem foi de carro teve de enfrentar trânsito e aturar flanelinhas.

A reportagem viu a cobrança irregular de estacionamento em três pontos próximos à arvore, apesar da presença de diversos policiais militares. Os flanelinhas cobravam R$ 10 dos motoristas. Por volta das 19h30 havia lentidão na Avenida Pedro Álvares Cabral sentido Pinheiros.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) montou um bloqueio na Praça Túlio Fontoura para permitir que os pedestres chegassem ao entorno da árvore. Os carros demoravam até 10 minutos para sair da altura do Obelisco e passar pela Assembleia Legislativa.

Diversas famílias chegavam à base da árvore por volta das 19h. A previsão era de que ela fosse iluminada às 20h30. A organização do evento esperava 5 mil pessoas, apesar do frio de 18°C. "Fomos pegos desprevenidos porque quando saímos de casa estava quente", disse a agente jurídica Luciene Sousa Fernandes, de 39 anos, que levou o filho Richard, de 4 anos, para ver a árvore pela primeira vez.

Além da iluminação da estrutura, que pesa quase 115 toneladas, estavam previstas apresentações da Orquestra Bem-te-vi e da cantora Bruna Caran. A árvore tem um estúdio de TV e rádio na altura do terceiro anel, para transmissões ao vivo.

Às 16h, integrantes do Movimento Ocupa Sampa que estavam acampados na Praça Túlio Fontoura, foram expulsos pela PM. "Eles disseram que a nossa manifestação representa perigo a quem vem ver a árvore, mas o nosso movimento é pacífico", disse o fotógrafo Diego Torrão, de 26 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.