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Hospital de Parelheiros abre com 11% dos leitos em operação

A unidade faz parte de um grupo de três hospitais prometidos, mas não entregues, pelos dois últimos prefeitos: Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT)

Fabiana Cambricoli, O Estado de S.Paulo

29 Março 2018 | 05h35

Dez anos após ser prometido pela primeira vez, o Hospital Municipal de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, será inaugurado hoje, mas com apenas 11% dos seus leitos em operação.

A unidade faz parte de um grupo de três hospitais prometidos, mas não entregues, pelos dois últimos prefeitos: Gilberto Kassab (PSD) e Fernando Haddad (PT). A gestão João Doria (PSDB), que herdou as obras de dois dos estabelecimentos prometidos, também registra atrasos nas entregas.

A abertura do Hospital de Parelheiros estava prevista para o ano passado, foi adiada para fevereiro deste ano e, em seguida, para março. Agora, abrirá com apenas parte dos serviços.

Dos 250 leitos previstos para a unidade, 29 estarão em funcionamento a partir de hoje. Estarão disponíveis os serviços de pronto-atendimento, com especialidades de ginecologia, cirurgia geral, clínica médica, ortopedia e pediatria.

No ambulatório, serão iniciados os atendimentos em cardiologia, endocrinologia, neurologia clínica, proctologia e urologia, além de alguns exames laboratoriais e de imagem.

Segundo o secretário municipal da Saúde, Wilson Pollara, todo o hospital estará em funcionamento até o fim de maio. Ele diz que a estrutura física já está integralmente pronta, mas que a inauguração será em etapas porque os processos de compra de equipamentos e contratação de pessoal são demorados.

Sobre o atraso na entrega da unidade, alega falta de recursos. “Em 2017 tivemos arrecadação abaixo do esperado e fomos obrigados a diminuir o ritmo das obras”, afirmou o secretário ao Estado.

Em relação ao Hospital da Brasilândia, na zona norte, também prometido pelas duas gestões anteriores, a inauguração deverá ficar para o primeiro semestre de 2019, de acordo com Pollara. Já o projeto do terceiro hospital, que seria construído na Vila Nhocuné, na zona leste, foi suspenso.

Ex-prefeitos

Questionada, a gestão Haddad informou que deixou o prédio do Hospital de Parelheiros pronto, faltando só ações externas, além de R$ 42 milhões garantidos no orçamento para a concluir as obras. Disse ainda que finalizou 20% da construção das obras do Hospital da Brasilândia, adiadas em parte por atrasos nos processos de desapropriação.

Já a gestão Kassab afirmou que deixou concluída a parceria público-privada (PPP) da Saúde, que definia os terrenos e os projetos básicos para construir três novos hospitais na cidade, incluindo o de Parelheiros.

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