Homicídio aumenta pelo 2º mês na capital; latrocínio é maior desde julho

Foram registrados sete casos de roubos seguidos de morte em SP em novembro, período em que também mais se roubou veículos na cidade

WILLIAM CARDOSO , DANIEL TRIELLI, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2011 | 03h05

O número de homicídios dolosos cresceu pelo segundo mês seguido na capital paulista. As estatísticas divulgadas ontem pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo apontaram 96 assassinatos na cidade em novembro, ante 81 em outubro e 71 em setembro. Também entre os latrocínios (roubos seguidos de morte) há uma tendência de alta, com sete casos no mês, a maior quantidade desde julho.

No Estado, o número de latrocínios em 11 meses já bateu o registrado em todo o ano passado - são 267, ante 253 em 2010. Por causa disso, o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) vai agora atuar mais nos casos de roubo de veículos - um dos principais motivos de latrocínio.

Novembro também foi o mês em que mais se roubou veículos na capital em 2011. Os distritos registraram 3.800 casos. "É importante focar o roubo de veículo, porque é nele que acontece o latrocínio. Na abordagem, ficam expostos a cabeça e o tronco do motorista, zonas vitais", observa o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima.

Na comparação entre janeiro e novembro de 2011 com igual período do ano passado, porém, houve queda de 16,3% na quantidade de homicídios - foram 924 casos, ante 1.104 nos primeiros 11 meses de 2010. Em todo o Estado, o número de homicídios teve queda de 3,9% entre janeiro e novembro, em comparação com igual período do ano passado. Neste ano, foram 3.789 casos, ante 3.945 -156 a menos.

Dessa forma, São Paulo tem 9,89 homicídios por 100 mil habitante e mantém, nos últimos 11 meses, índice abaixo do considerado como epidêmico pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 10 casos para cada 100 mil. A capital tem taxa de 8,89, também abaixo da zona epidêmica. Como comparação, a média nacional é de 22,3 homicídios por 100 mil habitantes.

Segundo Carneiro, a expectativa é de que o número de homicídios se estabilize no Estado. "Já não se tem mais campo para uma queda tão acentuada, como aconteceu no passado." O comandante da PM, Álvaro Camilo, concorda. "Pode ainda diminuir um pouco, com uso de tecnologia." Carneiro explicou ainda que, por mais eficiente que seja o trabalho de segurança, nem sempre se conseguirá evitar homicídios.

Patrimônio. O crescimento no número de latrocínios na capital também chamou a atenção nas estatísticas divulgadas ontem pela SSP. Faltam apenas sete casos para 2011 igualar 2010 nessa modalidade criminosa. Já são 68. Na comparação entre os 11 primeiros meses deste ano com igual período de 2010, porém, houve queda de 4,23%.

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