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Homem que tirou menina de ônibus vai para Goiás

Artur Rodrigues e Rafaela Lima, Especial para o Estado / SÃO LUÍS - O Estado de S.Paulo

09 Janeiro 2014 | 02h 05

A característica mais marcante citada por familiares de Márcio da Cruz Nunes, de 37 anos, é ter sangue frio nas situações difíceis. Não foi diferente na sexta, quando ele tirou de um ônibus em chamas uma menina e acabou com 72% do corpo queimado.

Ele foi transferido ontem para um hospital em Goiânia especializado em queimados. O médico Luís Alfredo Soares Júnior, diretor do Hospital Geral, disse que Nunes ainda está em estado grave, porém estável.

"Ele olhou para aquela criança cheia de fogo e voltou para buscar", disse a mãe de Nunes, Marinete da Cruz Nunes, de 65 anos. "Tenho certeza de que, mesmo queimado e com tantas dores, ele não se arrependeu do que fez", afirmou a irmã, Josinete da Cruz Nunes, de 49.

O orgulho não é só da família. Em São Luís, todos se referem a Nunes como herói. Foi assim no enterro de Ana Clara Sousa, de 6 anos, menina que ele salvou do ônibus, mas morreu na segunda-feira. Ela teve 95% do corpo queimado e não resistiu.

Ele é o sétimo de dez irmãos. Com Rallany Pereira, de 24 anos, também formou família grande: tem cinco filhos. Ele voltava do trabalho para casa, que havia acabado de conseguir pelo programa Minha Casa Minha Vida, quando o ônibus foi incendiado.

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