Edu Silva/Futura Press
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Comissário de bordo morre carbonizado em acidente na Bandeirantes

Motorista que bateu em carro de Alexandre Stoian se apresentou à polícia; possível disputa de racha é investigada

Bibiana Borba e Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2017 | 05h38
Atualizado 14 Julho 2017 | 14h19

SÃO PAULO - Uma colisão entre dois carros provocou a morte do comissário de bordo Alexandre Stoian, de 43 anos, na Avenida dos Bandeirantes, próximo à Marginal do Pinheiros, na zona sul de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira, 14. Ele morreu carbonizado após o veículo que dirigia ser atingido por outro e pegar fogo. O motorista que bateu nele, o advogado Artur Falcão Sfoggia, de 33, apresentou-se à polícia nesta manhã.

Na hora da colisão, Stoian dirigia a caminho do Aeroporto de Congonhas, para de lá pegar um ônibus da Gol, empresa onde trabalhava, que o levaria à Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele estava acompanhado pela mulher, que ficaria com o carro depois.

No 27.° Distrito Policial (Campo Belo), a mulher de Stoian afirmou que os dois saíram cedo de casa, por volta das 2h45. Segundo ela, estavam com tempo de folga para chegar ao trabalho.

Segundo o depoimento da vítima, cerca de uma hora depois, a pista estava livre na Bandeirantes, no sentido da Rodovia dos Imigrantes: o carro trafegava abaixo do limite de velocidade, quando o casal foi surpreendido por um "impacto forte".

Ainda de acordo com ela, o veículo começou a girar na pista após a batida, mas não capotou. Ao parar, ela disse que imediatamente percebeu que o carro estava pegando fogo.

A porta do passageiro estava aberta, mas as chamas estavam altas, segundo o depoimento. Aos policiais, a mulher afirmou ter percebido que o vidro da janela do motorista estava quebrado e conseguiu sair por lá.

A mulher teria chamado por Stoian, que não respondia: parecia desacordado. Também percebeu que o cinto dele ainda estava preso. Ela sofreu vários ferimentos leves.

Motoristas ouviram os gritos de socorro da mulher e pararam para ajudar. Eles tentaram apagar o fogo com extintores dos carros, mas não conseguiram tirar o comissário de bordo de dentro do veículo. Stoian tem um filho de 19 anos, de outro relacionamento.

Segundo a mulher dele, pessoas que estavam no local afirmaram a agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) que viram o outro motorista sair do Volkswagen Jetta, que foi abandonado no local, e fugir. Ele teria entrado em um terceiro carro, que parou à direita da pista, e saído em alta velocidade.

O veículo abandonado foi apreendido. A perícia encontrou uma lata de cerveja amassada no carro. 

Delegacia

Acompanhado do advogado, o motorista Artur Falcão Sfoggia, de 33 anos, se apresentou no 96.° DP (Cidade Monções), na zona sul, nesta manhã.

Após levantar dados do carro, os policias conseguiram localizar o motorista e o primo dele, um empresário de 35 anos, que estava de passageiro na hora do acidente, em um apartamento na Rua Indiana, no Brooklin. A dupla presta depoimento na delegacia.

Os dois estariam saindo da balada sertaneja Villa Country, na Água Branca, na zona oeste, e também são acusados de não ter prestado socorro às vítimas. A Polícia Civil investiga, ainda, se eles estariam envolvidos em uma disputa de racha com o terceiro veículo, que fugiu do local.

A pista expressa da Bandeirantes ficou interditada até em torno das 6h40, na altura da Rua Porto Martins. O trânsito chegou a ficar congestionado desde a altura da Marginal, mas voltou a fluir às 7 horas.

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