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Paulo Liebert/Estadão

Homem é preso por tentativa de abuso em parque de SP

Suspeito estava dentro do banheiro infantil feminino, com as calças abaixadas, enquanto chamava uma menina de 8 anos

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O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2016 | 21h22

Um homem de 49 anos foi detido na tarde de domingo acusado de importunação ofensiva ao pudor, no Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, após, segundo testemunhas, tentar abusar sexualmente de uma menina de 8 anos.

Segundo o delegado Lupércio de Dimov, titular do 23.º DP (Perdizes), o homem estava dentro do banheiro infantil feminino, com as calças abaixadas, enquanto chamava a criança. “Este não vale nada”, disse o policial.

Ainda de acordo com ele, a mãe da criança e uma outra mulher perceberam o assédio e pediram ajuda a um frequentador do parque. Ele correu atrás do suspeito, outras pessoas notaram a movimentação e também partiram para cima dele. 

O homem foi imobilizado e agredido pelos frequentadores do parque. A agressão só parou com a chegada da Polícia Militar, que levou o suspeito para a delegacia. 

Segundo o delegado Dimov, o suspeito já respondeu ao longo da vida por seis inquéritos criminais. Em um deles, foi condenado pela Justiça por estupro. 

Como não houve nenhum tipo de contato físico entre a vítima e o suspeito, foi registrado um Termo Circunstanciado, crime considerado como de baixo teor ofensivo.

‘Mal interpretada’. O suspeito negou as acusações feitas pelas testemunhas e pela Polícia Civil. De acordo com ele, sua atitude dentro do banheiro infantil do parquinho foi “mal interpretada” pelos frequentadores que estavam no local. 

“Eu não estava mais dentro do banheiro infantil. Eu entrei por engano e estava vazio”, afirmou. Na versão dele, ao perceber o engano, se dirigiu ao banheiro masculino de adultos, quando um homem o abordou. 

“O cara me pegou por trás, me enforcou. Eu pensei que fossem me matar por algo que eu não tinha feito.” Ele também negou ter abaixo as calças e chamado a criança. 

Sobre a condenação por estupro, o suspeito disse que foi “condenado injustamente” e afirma ter provas de que não cometeu o crime.

 

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