Hilma tem até hoje para entregar o filho

Advogado da ex-jogadora de vôlei, acusada por ex-marido americano de sequestrar a criança, diz não saber onde ela está

Eduardo Kattah e Jozane Faleiro, ESPECIAL PARA O ESTADO, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2010 | 00h00

Hoje, à meia-noite, vence o prazo para a ex-jogadora de vôlei mineira Hilma Aparecida Caldeira, medalhista de bronze com a seleção brasileira na Olimpíada de Atlanta, em 1996, entregar o filho ao pai, o norte-americano Kelvin Birotte. Ele acusou a ex-mulher de sequestrar o filho deles, K., de 4 anos, nascido nos Estados Unidos. Mãe e filho estão desaparecidos. O consulado americano no Rio acompanha o caso.

Hilma não foi vista em sua residência nos últimos dias e não atende o telefone. O advogado dela, Gilberto Antônio Guimarães, afirma não saber onde a ex-jogadora está e não vê problema na possibilidade de os oficiais de Justiça não encontrarem a criança para entregar ao pai. "Se o menino não for encontrado, eles só voltam a procurar o juiz. Aí, será feito outro mandado e dado um novo prazo para Hilma", disse. Anteriormente, o mesmo defensor havia dito que ela não ofereceria obstáculos à entrega.

O processo, feito com base na Convenção de Haia de sequestro de crianças, corre desde 2006 em segredo de Justiça. No dia 14, o juiz substituto da 19.ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte, João Cesar Otoni de Matos, determinou que o menino fosse devolvido ao pai.

Recursos. Advogados de Hilma entraram com dois recursos - no Tribunal Regional Federal (TRF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) - em Brasília, pedindo habeas corpus para que o menino fique no Brasil até que se encerre a discussão e para que se suspenda a busca e apreensão. "Hilma está muito abalada com a ideia de ter de entregar o filho", disse Guimarães, que defende a ex-jogadora há quatro anos.

Hilma decidiu viajar ao Brasil com o filho de 8 meses, com autorização do pai. Menos de um ano depois, o casal se separou e a Justiça brasileira concedeu a guarda para Hilma. O pai recorreu à Justiça nos Estados Unidos.

Hospedado na casa de amigos no Rio, o americano, que é chefe de cozinha em uma rede hoteleira em Las Vegas, afirma que não quer separar o filho de Hilma, deseja apenas o direito de conviver novamente com o garoto. "Sinto saudade das brincadeiras e do carinho dele", disse Birotte. Desde que a criança está no Brasil, eles se viram apenas duas vezes, segundo o advogado americano. Já conforme Guimarães, a ex-jogadora Hilma não vivia bem com o marido nos Estados Unidos.

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