Haddad quer 'chuva na Cantareira' como presente para São Paulo

Prefeito participou de homenagem aos 461 anos da cidade, presidida pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, na Catedral da Sé

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S.Paulo

25 Janeiro 2015 | 10h53

Atualizada às 11h30

Como presente pelo aniversário de 461 anos de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad (PT) pediu mais chuvas no Sistema Cantareira, que abastece a maior parte da capital. "Acho que todo mundo está pedindo mais chuva na Cantareira. Eu não tenho a menor dúvida. As pessoas estão sofrendo pelo desabastecimento e a gente espera que isso se normaliza o mais rapidamente possível."

Haddad lembrou que ele e outros prefeitos da região metropolitana, que terão reunião na próxima semana com o secretário estadual de recursos hídricos, têm interesse em colaborar no combate à crise hídrica. 

O prefeito, que também faz aniversário neste domingo, 25, fez um balanço de sua gestão e classificou o ano de 2014 como "muito bom".  "Conseguimos estruturar alguns problemas estruturais de longo prazo, como o Plano Diretor e a dívida com a União. Às vezes as pessoas não dão valor para isso. Mas no futuro, quando as futuras administrações estiverem em uma situação mais confortável, vão lembrar que alguém tomou as providências estruturais para que isso tivesse se tornado possível".

Haddad falou após a missa em homenagem aos 461 anos da cidade de São Paulo, que  teve início às 9h, na Catedral da Sé, com um público de cerca de 2 mil pessoas. Antes do evento, houve um ato cívico no Pátio do Colégio, região central, em homenagem aos fundadores da cidade. 

Presidida pelo cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, a celebração, que teve cerca de 2 horas de duração, teve a presença de figuras políticas da cidade e do País - além de Haddad, estavam o ministro das Cidades, Gilberto Kassab (PSD), o secretário de Direitos Humanos de São Paulo e ex-senador Eduardo Suplicy,  o ex-candidato ao governo estadual, Alexandre Padilha e o secretário municipal de educação, Gabriel Chalita. 

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) não participou da missa e foi representado por seu vice, Márcio França (PSB).

Em discurso no início da celebração, Haddad falou em nome da cidade e ressaltou que a data é momento para o paulistano "lembrar o espírito comunitário"  e "lutar contra a desigualdade".

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