GABRIELA BILO/ ESTADAO
GABRIELA BILO/ ESTADAO

Haddad e Alckmin vão subir tarifa de transporte para R$ 3,80

Reajuste de 8,6% está abaixo da inflação prevista; bilhetes únicos mensal, semanal e diário devem manter o preço congelado

O Estado de S. Paulo

30 Dezembro 2015 | 08h52

Atualizada às 11h20

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) vão reajustar as tarifas de ônibus, metrô e trem no início de 2016. Os bilhetes unitários, atualmente em R$ 3,50, vão passar para R$ 3,80 a partir do dia 9 de janeiro de 2016. Os governos vão anunciar o aumento na manhã desta quarta-feira, 30.

O reajuste será de 8,6% e vai ficar abaixo da inflação, já que a previsão do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA) é de 10,72%. Com o aumento, as tarifas de integração devem subir de R$ 5,45 para R$ 5,92. Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes e a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informaram que as duas pastas "decidiram, em conjunto, fixar reajuste menor que a inflação". 

Governos municipal e estadual informaram que "mais da metade dos usuários do sistema de transportes (53%) não será impactada pela mudança na tarifa unitária, porque são benificiários de gratuidades".

Os bilhetes únicos diário, mensal, semanal e madrugador devem permanecer congelados. O aumento foi informado pelo jornal Folha de S. Paulo

Também não sofrerá reajuste a tarifa dos bilhetes Madrugador, válido no início da operação do Metrô, entre 4h40 e 6h15, e na CPTM, das 4h até as 5h35. Segue congelado o valor do bilhete Da Hora, que concede benefício entre as 9h e 10h da manhã nas linhas 5 do Metrô e 9 da CPTM. 

Para os ônibus da EMTU, o valor do reajuste vai variar em cada uma das cinco regiões metropolitanas vinculadas à empresa - São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba e Vale Paraíba. Ainda de acordo com as duas secretarias, "nenhum valor será reajustado acima da inflação".

O trabalhador desempregado, usuário do  ônibus, terá gratuidade, nos moldes do que já ocorre no Metrô e na CPTM. A tarifa zero permanece para pessoas com deficiência e idosos (pessoas com mais de 60 anos) e alunos de escolas e universidades com comprovação de baixa renda.

Histórico. A última vez que houve aumento no valor das passagens de ônibus, metrô e trem foi em janeiro deste ano, quando a tarifa subiu de R$ 3 para R$ 3,50, após ter ficado mais de um ano congelada.

Em 2013, uma série de protestos do Movimento Passe Livre (MPL) marcou o anúncio de aumento nas tarifas de transporte público, que, à época, seria de R$ 3 para R$ 3,20, e os dois governos resolveram recuar. Na ocasião, Haddad também resolveu contratar uma auditoria para analisar o sistema municipal de transporte e avaliar o reajuste necessário.

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