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Haddad dá aval para alargar 60 vias para corredores de ônibus

Rafael Italiani - O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 20h 24

Objetivo é abrir espaço para a instalação dos 150 quilômetros de faixas exclusivas prometida pela atual gestão

SÃO PAULO - O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou nesta quarta-feira, 1, a lei que autoriza o alargamento viário de 60 vias de São Paulo que vão receber os 150 quilômetros de corredores de ônibus ou outras intervenções de mobilidade urbana como ciclovias. 

A decisão foi publicada na edição do Diário Oficial da Cidade desta quinta-feira, 2, e prevê que cerca de 7 mil terrenos sejam diminuídos para que ruas e avenidas da cidade sejam aumentadas.

A sanção só foi possível graças à aprovação do Plano Diretor. Para o alargamento das vias dar certo, os terrenos que serão recuados tinham antes de ganhar o potencial de construção do plano.

“Como estamos dando potencial construtivo maior onde vai ter corredor (de ônibus), eu não posso correr o risco de os prédios serem construídos impedindo o alargamento das vias”, afirmou Haddad. 

Com a lei, novas construções em ruas e avenidas que serão realinhadas e aumentadas deverão respeitar um espaço mínimo da calçada. A intenção da Prefeitura é padronizar as vias da mesma forma que a Avenida Paulista. “O grande problema de alguns bairros é que como os prédios foram construídos muito próximos ao meio fio, não tem calçada nem recuo suficiente para uma cidade que possa respirar”, disse Haddad.

Ele espera que os terrenos fiquem mais valorizados, já que o potencial de construção deles será incrementado pelo Plano Diretor. De acordo com Haddad, isso pode interessar o mercado imobiliário. 

“Isso é um incentivo interessante para o setor. Agora, o mercado vai avaliar cada local pelo perfil e pelas demandas”, afirmou Claudio Bernardes, presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

De acordo com ele, o alinhamento viário atrelado ao Plano Diretor, que estabelece incentivos para a construção em eixos de mobilidade urbana, pode fazer com que terrenos sejam mais valorizados. “A teoria está certa, mas vemos ver se o mercado na prática vai seguir esse tendência”, disse Bernardes.