Helvio Romero/Estadão
Helvio Romero/Estadão

Haddad critica inquérito do MP sobre PPP da iluminação

Segundo prefeito, há 'muitas falsidades' no texto; Promotoria investiga 'irregularidades na licitação' e 'favorecimento de empresas'

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

31 Julho 2015 | 14h59

Atualizada às 15h30

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou na manhã desta sexta-feira, 31, que a abertura de um inquérito civil do Ministério Público Estadual (MPE) para investigar irregularidades na Parceria Público-Privada (PPP) da iluminação pública, que pretende substituir as lâmpadas da capital.

Haddad disse que há "muitas falsidades" no texto. "A acusação não tem fundamento. Falou que um empresário do porte do Wilson Poit foi funcionário da GE. O pressuposto da acusação já está errada, está falsa", afirmou.

O prefeito também não poupou críticas à autora do pedido de inquérito. A promotora do Patrimônio Público, Karina Mori, investigará eventual ação do presidente da empresa municipal São Paulo Negócios, Wilson Poit, para privilegiar o grupo GE Latin America no processo de licitação. Segundo a representação, Poit teria sido funcionário do grupo.

"Parece que a pessoa que fez a denúncia é bem desqualificada. Essa foi a informação que eu tive", disse Haddad, referindo-se à pessoa que denunciou.

A representação recebida pela promotora foi feita por uma pessoa que se identificou como estudante de Direito. O endereço que ele deu na cidade de São Paulo não existe. Agentes que acompanham o setor identificaram na representação trechos idênticos ao de representações enviadas pela Câmara Municipal contra a PPP ao TCM.

A promotora deu prazo de 30 dias para o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro, responsável pela licitação, manifestar-se sobre o caso. A GE Latin America também foi notificada para se explicar.

Ações. A PPP da Iluminação está suspensa desde o começo do mês passado por determinação do Tribunal de Contas do Município (TCM), que ainda analisa as regras da proposta da Prefeitura. O conselheiro João Antonio, ex-vereador que já fez parte do governo Haddad, fez uma série de questionamentos à Prefeitura, que apresentou as respostas há uma semana.

A representação recebida pela promotora foi feita por uma pessoa que se identificou como estudante de Direito. O endereço que ele deu na cidade de São Paulo não existe. Agentes que acompanham o setor identificaram na representação trechos idênticos ao de representações enviadas pela Câmara Municipal contra a PPP ao TCM.

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