Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Haddad abre consulta pública para novo serviço do 156

População tem até sexta para sugerir mudanças na forma como se dá telemarketing; vereadores apontam suspeitas de irregularidades

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

14 Janeiro 2015 | 14h59

SÃO PAULO - Após vereadores levantarem suspeitas de irregularidades na execução do serviço telefônico 156, o prefeito Fernando Haddad (PT) transferiu a gestão do contrato para a Secretaria Municipal de Planejamento e abriu consulta pública para contratar uma nova empresa. A população tem até a próxima sexta-feira, 16, para sugerir mudanças na forma como se dá o telemarketing municipal. Depois disso, será lançada a licitação, que deve estar concluída até junho, quando se encerra o contrato vigente.

Os operadores do 156 realizam uma média mensal de 820 mil ligações e 600 mil atendimentos. Pelo número, que funciona 24 horas, todos os dias do ano, a população pode solicitar uma série de serviços públicos, como poda de árvore, tapa buraco e cata-bagulho, assim como pedir informações sobre ocorrência de acidentes, endereços de escolas, postos de saúde ou processos de regularização de imóveis e débitos.

No ano passado, uma comissão de parlamentares investigou a fornecedora atual, a empresa Call Tecnologia, e constatou que o contrato firmado na gestão Gilberto Kassab (PSD) e renovado no governo Fernando Haddad (PT) tem falhas que podem ter causado prejuízo de R$ 28 milhões ao Município. A conclusão a que os vereadores chegaram é a mesma obtida pela Controladoria-Geral do Município (CGM), que também investigou o serviço a pedido do prefeito Haddad.

A apuração da CGM e da Câmara Municipal indicam que a Secretaria Executiva de Comunicação, responsável pelo contrato até o ano passado, pagou por serviços sem a comprovação de que eles foram realizados. Apenas um deles teve seu custo elevado em quase 800%.

A pasta já informou que acrescentou alguns tipos de atendimento ao contrato, como a confirmação, via telefone, das consultas de saúde marcadas pela Rede Hora Certa, que oferece exames, atendimentos ambulatoriais e cirurgias. De acordo com a secretaria, uma sindicância interna foi instaurada para averiguar o contrato a pedido da CGM. Mas o trabalho não apontou sobrepreço nos aditamentos feitos pela atual gestão.

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