Grupo só vai parar se tarifa voltar a R$ 3

Movimento Passe Livre fará reunião com o Conselho da Cidade, hoje, a convite de Haddad

BÁRBARA FERREIRA SANTOS , ADRIANA FERRAZ, O Estado de S.Paulo

18 Junho 2013 | 02h06

A megamanifestação de ontem não foi a última. Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) prometem parar São Paulo quantas vezes for necessário até que o prefeito Fernando Haddad (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidam revogar o aumento das tarifas de ônibus, metrô e CPTM. No último dia 2, o valor das passagens passou de R$ 3 para R$ 3,20. "A gente não vai sair da rua enquanto a tarifa não baixar", avisou o estudante de história Caio Martins, do MPL.

O alerta é uma resposta direta à reunião extraordinária do Conselho da Cidade convocada para as 9h de hoje. Haddad convidou o MPL para participar do evento de caráter apenas consultivo, ou seja, não tem poder decisório. O grupo terá 20 minutos para expor seus argumentos em defesa da redução da tarifa aos 136 conselheiros do prefeito. A lista inclui nomes como Viviane Senna, Arnaldo Antunes, Ana Moser e José Celso Martinez, Emerson Fittipaldi e d. Odilo Scherer.

Martins confirmou a presença do grupo na reunião, mas ressaltou que o conselho não é o local apropriado para a conversa, pleiteada desde o início do mês. "A gente agradece o convite, mas sabe que esse não é um espaço de negociação da revogação do aumento. Quem tem o poder de revogar esse aumento é a Prefeitura, no caso do ônibus", completou a técnica em museologia Erica de Oliveira.

O MPL espera ser atendido em outra reunião, amanhã, com o prefeito Haddad na sede do Sindicato dos Jornalistas, no centro da cidade. "Se o prefeito quiser sugerir outro local, o movimento está disposto. Mas a única coisa que a gente vai negociar é revogação do aumento", reforçou Erica.

A pauta é única e, segundo o movimento, só será encerrada quando os governantes aceitarem as condições apresentadas nas ruas. Até as 20h de ontem, Haddad não havia respondido ao convite.

Pauta. Coordenado pelo secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio (PT), o Conselho da Cidade se reuniu apenas uma vez, em março. A próxima convocação ocorreria na semana que vem, e com outra pauta. Mas a ideia de buscar a opinião da sociedade para formular o novo Plano Diretor foi atropelada pelos manifestantes que pedem a redução da tarifa do transporte público. Com o tema nas ruas, os conselheiros serão agora convidados a debater propostas de melhoria para a área.

Além do MPL, outros movimentos representados no conselho também poderão se manifestar. A Rede Nossa São Paulo, por exemplo, pede, entre outras coisas, a criação imediata do Conselho Municipal de Transportes, com a tarefa de apresentar no prazo de 60 dias um estudo amplo para a requalificação do transporte público em São Paulo.

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