Grevistas vão responder por abandono

As pessoas responsáveis pela paralisação dos ônibus da última semana responderão a processo por "participar de abandono coletivo de trabalho, provocando a interrupção de serviço de interesse coletivo", "expor a perigo meio de transporte público" e "atentar contra a segurança de serviço público", infrações previstas no Código Penal, de 1947. É o que promete o delegado Antônio Luiz Tucumatel, da 1.ª Delegacia Seccional de São Paulo (centro).

O Estado de S.Paulo

25 Maio 2014 | 02h05

Na sexta-feira passada, no entanto, uma das primeiras pessoas ouvidas no inquérito foi Altino de Melo Prazeres, presidente do Sindicato dos Metroviários - categoria que não fez paralisação, mas está em negociações trabalhistas com o governo e em estado de greve. "Foi uma intimidação", disse Prazeres.

O delegado afirma que o sindicalista foi chamado porque houve notícias de que o metrô também havia parado na greve dos motoristas. Diz ainda que quer ouvir o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, que afirmou que homens armados pararam coletivos durante a greve. A informação não foi oficialmente relatada à polícia, segundo o delegado. / B.R.

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