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Greve pode acabar se demissões forem revogadas

Luiz Fernando Toledo - O Estado de S. Paulo

09 Junho 2014 | 13h 39

Assembleia estava marcada para as 13h, mas, de acordo com o presidente da Federação Nacional dos Metroviários, a categoria vai aguardar negociação que deverá ocorrer às 15h com o governo

SÃO PAULO - O presidente da Federação Nacional dos Metroviários,  Paulo Pasin, sinalizou que o ponto central para a categoria retornar ao trabalho pode ser a revogação das demissões anunciadas pelo governo estadual. "Evidentemente, a nossa pauta de reivindicação é muito importante. Mas, hoje, o sentimento da categoria é a reintegração imediata desses funcionários do Metrô que o governo anunciou que estaria demitindo", afirmou.

Pasin ainda não tem dados de quantos foram demitidos ou quem são. "Nós pedimos uma lista (dos demitidos), se é que tem. Até agora estamos nos baseando no número falado à imprensa (60)", disse.

"Eles foram demitidos de maneira abusiva, ilegal, no nosso exercício de direito de greve. A penalidade da greve por abusividade é a multa, mas em hipótese alguma a demissão por qualquer forma", argumentou o sindicalista.

Questionado se deixaria os 12% de aumento reivindicados, Pasin recuou. "Ninguem vai ficar para trás. Nós vamos continuar as lutas, nossas reivindicações, ao longo do tempo. Mas a reintegração é chave".

Adiado. A assembleia dos metroviários de São Paulo, que definiria se a categoria continua ou não em greve, foi adiada nesta segunda-feira. A reunião estava marcada para as 13h, mas, de acordo com Pasin, a categoria aguardará uma negociação que deverá ocorrer às 15h entre o presidente do sindicato, centrais sindicais e o governo do Estado.

O encontro ocorrerá na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/SP), na região central da capital paulista. Estarão presentes representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Nova assembleia deverá ocorrer após o resultado dessa negociação.

"Vamos aguardar o que vem da negociação, que pode inclusive mudar o quadro do que está acontecendo", declarou Pasin.