Greve nos trens faz terminal virar palco de brigas na zona sul

Parada em Santo Amaro também registrou filas gigantes para o embarque dos passageiros nos ônibus

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

13 Junho 2013 | 09h47

SÃO PAULO -  O Terminal de Ônibus de Santo Amaro, na zona sul da capital paulista, foi palco de filas gigantes e brigas na manhã desta quinta-feira, 13. Passageiros relataram que o terminal estava muito mais lotado que o habitual por causa da greve de funcionários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

A primeira confusão aconteceu por volta das 8h20 na plataforma onde para o ônibus 6200-10 (Terminal Bandeira - Terminal Santo Amaro). O veículo é o mais procurado, pois percorre a Marginal do Pinheiros, destino da maior parte dos trabalhadores que não contou com os trens nesta manhã.

Usuários que estavam mais atrás na fila começaram a empurrar quem não conseguiu entrar no coletivo parado na plataforma, que já estava cheio. Fiscais interferiram e teve início um empurra-empurra. Uma mulher caiu na sarjeta, e ficou entre o ônibus e a plataforma. Uma grávida passou mal.

Meia hora depois, uma nova confusão. Após pedir para o motorista fechar a porta do ônibus e ir embora, um fiscal da SPTrans foi empurrado por um passageiro que estava na fila. "Ainda dava pra espremer mais 20 pessoas aí dentro, irmão. Olha o tamanho dessa fila", disse o homem. "Não vai zoar o bagulho. Fica na sua." Os dois homens só não partiram pra porrada porque um segurança os separou.

Às 9h25 um homem furou a fila e empurrou os passageiros que estavam na escada do ônibus para conseguir entrar. A atitude gerou protestos de quem estava na fila. Um segurança tentou tirar o homem de dentro do coletivo, mas levou um chute na cara. Uma viatura da Polícia Militar se aproximou, mas o fiscal preferiu deixar o agressor no ônibus e liberar o veículo.

A partir de então, a fila passou a ser organizada por cinco seguranças. "Não é à toa que o povo está fazendo tanto protesto", disse a estagiária de um escritório de contabilidade Anaelize Oliveira, de 19 anos. "Cheguei no terminal faz duas horas e ainda não consegui entrar no ônibus. A gente só quer ir trabalhar, mas não consegue."

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