Greve dos servidores afeta 32 hospitais no Estado, diz sindicato

Governo nega e diz que paralisação só ocorre em 4 unidades; ontem, assembleia decidiu que paralisação prossegue

Gabriela Vieira, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2013 | 02h02

A greve dos servidores estaduais da saúde já atinge 32 hospitais no Estado de São Paulo, sendo 14 na capital, afirma o SindSaúde-SP, sindicato da categoria. Entre as unidades afetadas, segundo o sindicato, estão os Hospitais Emílio Ribas, Geral Vila Nova Cachoeirinha, do Servidor Público Estadual, Brigadeiro e Regional Sul.

A reportagem visitou ontem à noite quatro deles - Hospital das Clínicas, Emílio Ribas, Brigadeiro e Pérola Byington. O atendimento estava normal, com fila de espera de cerca de uma hora - exceto na unidade Santo Antônio do Pérola Byington, onde a greve afeta a realização de exames de papanicolau e mamografia e os médicos só estão atendendo casos urgentes.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde disse que considera inaceitável a interrupção do atendimento aos usuários do SUS. Segundo a pasta, a greve afeta parcialmente apenas 4 das 203 Unidades Básicas de Saúde em todo o Estado.

Ontem, os servidores decidiram manter a greve iniciada em 1.º de maio. Em assembleia, a categoria também optou por manter a ocupação do plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), iniciada na noite de anteontem, quando um grupo de cerca de 40 grevistas dormiu na Casa.

O SindSaúde-SP reivindica, entre outros pontos, reajuste salarial de 32,2% e aumento do vale-refeição para R$ 26,22.

Hoje, trabalhadores de Sorocaba decidem se aderem ou não à paralisação. / COLABORARAM BÁRBARA FERREIRA E JOSÉ MARIA TOMAZELA

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