Greve de motoristas de ônibus é suspensa em SP

Empresas concordaram em acabar com cobrança dupla de multas e setor cancelou paralisação marcada para segunda

O Estado de S.Paulo

11 Fevereiro 2012 | 03h05

Os sindicatos dos motoristas e dos empresários de ônibus da capital paulista chegaram a um acordo para evitar a greve dos transportes programada para ocorrer depois de amanhã.

A Prefeitura já havia obtido, na Justiça, uma liminar proibindo a realização da paralisação - sob o argumento de que o ato prejudicaria a rotina de pelo menos 6,1 milhões de pessoas que andam de ônibus diariamente. Mas o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores do Transporte Coletivo Rodoviário Urbano (Sindimotoristas) ameaçava parar mesmo assim.

A queixa dos motoristas era referente à aplicação de multas por desvios de conduta durante o trabalho. O Regulamento de Sanções e Multas (Resam), conjunto de regras da Prefeitura que determina infrações e penalidades, permitia a aplicação de multas, por exemplo, caso o motorista cruzasse o sinal fechado. Se isso ocorresse, o motorista era multado duas vezes: pelo Resam e pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). E o valor era descontado do salário do motorista.

Anteontem, os motoristas enviaram uma carta exigindo o fim dessa cobrança ao sindicato que representa os empresários de ônibus. O pedido foi aceito "em atendimento e respeito aos interesses e tranquilidade da população da cidade de São Paulo", segundo a associação das empresas. A greve, então, foi suspensa.

Na manhã de ontem, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) já havia afirmado que "os entendimentos entre as empresas e os funcionários avançaram bastante nesta semana", mas a Prefeitura já estudava medidas para evitar o caos, como suspender o rodízio de veículos. / A.R. e B.R.

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