Greve: 7% dos professores faltam às aulas

No segundo dia de greve na rede estadual de São Paulo, o número de faltas de professores aumentou menos de 2 pontos porcentuais em relação à media diária, disse a Secretaria da Educação. Segundo o órgão, 7% dos docentes não foram trabalhar ontem. Na segunda-feira, primeiro dia da paralisação, a média foi de 5,9%. A rede tem mais de 5 mil escolas.

O Estado de S.Paulo

24 Abril 2013 | 02h03

A posição do governo é contestada pelo principal sindicato dos professores. De acordo com a entidade, 30% dos docentes cruzaram os braços ontem. "Houve um pequeno acréscimo de 5% na adesão. Em Ribeirão Preto, teve unidades em que toda a comunidade escolar saiu à rua para discutir a greve em praça pública", afirmou Maria Izabel Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Outros sindicato da classe, o Centro do Professorado Paulista (CPP) não aderiu à greve. "Nós não somos contra nenhum movimento. A questão é que não participamos da elaboração", disse José Maria Cancelliero, presidente do CPP.

Decidida na sexta-feira, a greve dos professores foi deflagrada na semana em que o governo divulgou o aumento do reajuste salarial deste ano, de 6% para 8,1%. Os sindicatos afirmam que o crescimento não "repõe as perdas salariais passadas" e pedem 13,5%.

Professores de todo o País também paralisaram as atividades ontem para exigir o cumprimento da Lei do Piso. Docentes da rede pública com jornada semanal de 40 horas devem receber no mínimo R$ 1.567. A mobilização termina amanhã. / D.L.

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